- Ministério Público Federal recebeu uma representação para investigar o Corinthians por possíveis irregularidades na gestão financeira, protocolada pelo promotor Cassio Roberto Conserino.
- O foco é a relação com programas federais de parcelamento, como Timemania e Profut, além de operações de crédito com a Caixa Econômica Federal e benefícios fiscais vigentes.
- Relatórios de auditoria, incluindo parecer da Ernst & Young, apontam falhas na metodologia de registro de despesas, transparência contábil e sustentabilidade financeira da Arena Neo Química.
- A representação cita lançamento tardio de despesas e passivos antigos, que poderiam ter mascarado resultados de 2024 e dificultado a comparação contábil com exercícios atuais.
- Também são questionados o acordo com a PGFN para refinanciar dívida de 593 milhões de reais, com impactos registrados antes da homologação judicial, e é solicitada perícia contábil independente e acesso a documentos da Receita Federal, PGFN e Caixa Econômica Federal.
O Corinthians tornou-se alvo de uma representação oficial no Ministério Público Federal (MPF) para apurar possíveis irregularidades na gestão financeira. O pedido de abertura da investigação foi protocolado na última quinta-feira (25) pelo promotor Cassio Roberto Conserino. O documento aponta indícios de problemas contábeis, fiscais e de governança que podem afetar arrecadações, recursos e interesses da União.
A ação baseia-se em relatórios de auditorias independentes, incluindo parecer da Ernst & Young, que apontam falhas nas demonstrações financeiras da diretoria. Entre os problemas estão a metodologia de registro de despesas, a transparência das contas e a sustentabilidade da Neo Química Arena. O Conselho Deliberativo aprovou contas de exercícios anteriores em abril, mesmo com alertas de distorções relevantes.
A auditoria também analisa a gestão da Neo Química Arena, com foco no financiamento junto à Caixa Econômica Federal, cuja dívida é estimada em cerca de R$ 642 milhões. O promotor sustenta que informações sobre a engenharia financeira do fundo da Arena foram omitidas, dificultando a avaliação do patrimônio e das garantias oferecidas ao banco público.
Dívidas com a União e pedido de perícia contábil
O documento questiona a legalidade contábil do acordo com a PGFN para refinanciar uma dívida tributária de aproximadamente R$ 593 milhões. Segundo os relatórios, os efeitos econômicos do acordo constaram no balanço de 2025, ainda que o pacto tenha sido homologado apenas em 2026. A representação exige perícia contábil independente e o fornecimento de documentos pela Receita Federal, PGFN e Caixa.
Medidas e próximos passos
O MPF pode determinar diligências para aprofundar as investigações, incluindo a requisição de documentos adicionais e a cooperação de entidades públicas envolvidas no caso. A defesa do clube não foi apresentada neste texto.
Entre na conversa da comunidade