- A IATA apontou quatro pilares para fortalecer a cadeia de suprimentos da aviação: visibilidade da cadeia, abertura do mercado de pós-venda, uso de dados/ digitalização e IA, e desenvolvimento da capacidade humana.
- A cadeia enfrenta falhas com carteira de pedidos acima de 18.000 aeronaves e frota com média de idade de 15,2 anos, além da ausência de mais de 5.000 aeronaves substitutivas mais eficientes.
- Essas falhas custaram às companhias aéreas pelo menos US$ 11 bilhões em 2025, conforme aviso da IATA, com impactos agravados por preços de combustível mais altos.
- Entre as medidas, destacam-se: maior visibilidade sobre atrasos e gargalos; abertura do mercado de pós-venda com maior concorrência; integração de dados e IA para gestão de estoques; cooperação com o IATP e disponibilização gratuita do MRO SmartHub.
- A IATA também pediu cronogramas realistas e globalmente coordenados para novos equipamentos e atualizações de aviônicos, levando em conta certificação, disponibilidade e capacidade de instalação.
A Associação de Transporte Aéreo Internacional (IATA) apontou quatro pilares para fortalecer a cadeia de suprimentos da aviação durante o Simpósio Mundial de Manutenção e Engenharia, realizado em Madri. O objetivo é enfrentar falhas persistentes no setor aeroespacial.
Em recente Assembleia Geral Anual, a IATA destacou que a carteira de pedidos de aeronaves já passa de 18 mil unidades e a idade média da frota atingiu 15,2 anos. A falta de substituições mais eficientes em termos de combustível aumenta custos, arrendamentos e manutenção, impactando as companhias.
Willie Walsh, diretor-geral da IATA, afirmou que o cenário eleva custos e reduz eficiências, citando ainda perdas financeiras estimadas em pelo menos 11 bilhões de dólares em 2025 devido às falhas na cadeia. A situação é agravada por preços de combustível mais altos.
Visibilidade da cadeia de suprimentos
Durante o evento, Stuart Fox, diretor de Operações de Voo e Técnicas, apresentou medidas para melhorar a previsibilidade. A IATA cobra informações mais transparentes dos fabricantes sobre atrasos, prazos de reparos, disponibilidade de peças e gargalos. O objetivo é permitir melhor planejamento das redes globais.
Abrir o mercado de pós-venda
A organização pediu maior concorrência no mercado de pós-venda, incentivando o cumprimento de princípios do acordo entre IATA e fabricantes para facilitar o acesso a serviços de MRO de terceiros, peças alternativas e reparos aprovados. Restrições históricas podem limitar opções, estender tempos de espera e elevar custos.
Liberar dados, digitalização e IA
A IATA defende integração entre sistemas de manutenção das cias e dados de mercado externo para melhorar gestão de estoques, identificar escassez de materiais e embasar decisões de reparar ou substituir. IA poderia prever demanda e reduzir trabalho manual, com iniciativas como o MRO SmartHub e parcerias com o IATP.
Desenvolver a capacidade humana
A entidade solicita revisão de recrutamento, treinamento e licenciamento de técnicos de manutenção para reduzir prazos e ampliar a capacidade. Boeing estima necessidade de 710.000 técnicos nos próximos 20 anos, o que reforça a urgência de ampliar formação e reconhecer habilidades de maneira mais ampla.
A IATA ressaltou ainda a importância de cronogramas realistas e coordenados para novos equipamentos ou atualizações de aviônicos, levando em conta certificação, disponibilidade e capacidade de instalação. A organização destacou a necessidade de alinhamento global com a ICAO para avanços de segurança sem comprometer a viabilidade operacional.
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