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Ibovespa sobe 3% na semana após sinais trocados e fatores se alinham

Ibovespa sobe quase três por cento na semana, mas fluxo estrangeiro segue negativo e o cenário global mantém pressão sobre as ações brasileiras

Após sinais trocados, fatores se alinham na bolsa e Ibovespa sobe 3% na semana — Foto: Getty Images
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  • Ibovespa avançou 2,95% na semana, fechando aos 173.295 pontos e registrando a maior alta semanal desde 10 de abril; no ano, a carteira soma 7,55%.
  • Na sexta, o índice ganhou impulso de 0,76%, ajudado por dólar em queda, petróleo mais barato e sinais de alívio no avanço dos juros brasileiros.
  • O giro financeiro do Ibovespa hoje ficou em R$ 16,7 bilhões, 9% abaixo da média diária dos últimos 12 meses.
  • O dólar à vista fechou a semana em torno de R$ 5,17, com queda de 0,2% na sexta; no mês, alta de 2,5% e no ano, recuo de 5,86%.
  • O fluxo estrangeiro segue negativo, com saída líquida de R$ 8,4 bilhões do mercado de ações na B3 em junho, diante da aversão a ativos brasileiros e dominância de Treasuries no global.

Após sinais trocados, fatores se alinham na bolsa e Ibovespa sobe 3% na semana. O Ibovespa fechou em alta de 2,95% na semana, aos 173.295 pontos, com ganho adicional de 0,76% nesta sessão. O índice busca reverter o desempenho negativo de junho.

O giro financeiro hoje ficou em 16,7 bilhões de reais, 9% abaixo da média de 12 meses, de 18,4 bilhões. Mesmo assim, houve mudança de humor entre investidores de risco, que aproximou o Ibovespa de uma zona neutra próxima aos 175 mil pontos.

A novidade veio com o alívio local nas apostas de juros, queda do petróleo e enfraquecimento do dólar. O cenário ajudou a reduzir a aversão a risco, iluminando o cenário para uma possível revisão de cenário de política monetária.

Entretanto, o fluxo estrangeiro permanece negativo. A saída líquida soma 8,4 bilhões de reais no mês de junho, mantendo pressão sobre a bolsa. O mercado observa se haverá qualquer sinal de reversão desse movimento nos próximos dias.

No fronto macro, o Copom e a ata publicada recentemente explicitaram uma leitura mais cautelosa sobre a trajetória da inflação. A leitura ajudou a afastar a percepção de complacência com metas de inflação, influenciando as curvas de juros.

Apesar do tom mais firme para inflação, a inflação de junho veio levemente abaixo das expectativas, sem mudar o viés. O dado reforçou apostas de cortes na Selic ainda neste ano, conforme o tom da comunicação de autoridades.

No cenário internacional, a queda do petróleo ajuda a controlar pressões inflacionárias, beneficiando ativos de risco. Por outro lado, a fraqueza nas ações de petroleiras e o câmbio mais volátil pesam sobre o humor do mercado doméstico.

A Vale encerrou o período em queda, refletindo o desempenho das commodities, enquanto Petrobras não mostrou sinais de recuperação neste momento. O setor de energia continua sob pressão, pressionando o Ibovespa mesmo com bancos sustentando parte da inclinação.

Os resultados das empresas nacionais e o desempenho relativo de bancos contribuíram para sustentar o Ibovespa na semana. Sem uma reversão clara do fluxo estrangeiro, o movimento da bolsa permanece sensível a notícias de juros e commodities.

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