- Martin Wolf, chefe de economia do Financial Times, seleciona as melhores leituras de economia do primeiro semestre de dois mil e vinte e seis, reunindo doze títulos lançados neste ano.
- Os livros tratam de inovação, desigualdade, prosperidade, moeda global, China e crises econômicas, entre outros temas.
- Destaques incluem The Republic of Innovation: A New Political Economy of Freedom; Money Beyond Borders: Global Currencies from Croesus to Crypto; Recession: The Real Reasons Economies Shrink and What to Do About It; Two Paths to Prosperity: Culture and Institutions in Europe and China.
- Outros lançamentos discutem desigualdade no Reino Unido, história da inovação, bem comum na economia e o papel da China sob Xi Jinping.
- O conjunto enfatiza a relação entre instituições, políticas públicas, tecnologia e dinâmicas globais no período analisado.
Martin Wolf, chefe de economia do Financial Times, aponta as leituras mais relevantes do primeiro semestre de 2026. A lista reúne 12 títulos lançados neste ano, com foco em inovação, desigualdade, prosperidade, China e assuntos relacionados.
Entre as obras selecionadas, destaca-se The Republic of Innovation, que propõe uma visão republicana de liberdade associada à prosperidade, indo além da simples não interferência. O livro sugere superar a concepção liberal dominante para evitar a dominação de poderes públicos e privados.
Outra título em evidência é Money Beyond Borders, que analisa o papel internacional de moedas desde a Antiguidade até as criptomoedas, situando o dólar no centro das tensões contemporâneas. O autor aponta a importância de uma moeda global com base na confiança no emissor.
Recession: The Real Reasons Economies Shrink and What to Do About It aborda as causas das recessões a partir de longos horizontes históricos, questionando a visão de crises como apenas resultantes de booms insustentáveis e ressaltando padrões de longo prazo que se repetem.
Two Paths to Prosperity, de Avner Greif, Joel Mokyr e Guido Tabellini, discute por que Europa se diferenciou historicamente de outras civilizações, com ênfase na importância de instituições sociais, mercados corporativos e cidades autônomas para o avanço tecnológico e econômico.
Challenging Inequalities, de Paul Johnson, apresenta um estudo britânico sobre desigualdade, com cinco conclusões sobre oportunidades, redistribuição, impactos de políticas de comércio e imigração, e o papel do crescimento econômico.
The Shortest History of Innovation, de Andrew Leigh, analisa a capacidade humana de inovar desde ferramentas de pedra até inteligência artificial, destacando três pilares: experimentação, cooperação e comércio.
The Common Good Economy, de Mariana Mazzucato, defende uma reformulação da governança econômica com foco no bem comum, cocrição, conhecimento como bem comum e transparência, buscando participação e prestação de contas.
The Broken China Dream, de Minxin Pei, questiona a visão de reforma econômica na China, argumentando que o país avançou o regime autoritário sob Deng e consolidou controle sob Xi, enfrentando tensões entre tecnologia e governança.
A seleção de Wolf também traz obras sobre respostas políticas a desigualdades, estratégias de inovação e o papel da China no cenário econômico mundial, todas publicadas neste ano.
As obras citadas compõem um retrato de temas centrais da economia global em 2026, com ênfase em inovação, instituições, governança e desigualdades, segundo a leitura do especialista.
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