- O primeiro ministro prometeu reativar a economia do Canadá, visando torná-la a mais forte do G‑7, enquanto o país enfrenta dificuldades econômicas e impactos de tarifas sobre setores específicos.
- O FMI projeta crescimento de 1,6% neste ano; a OECD aponta 1,7% em 2027, após a recuperação lenta causada pelas tarifas dos EUA. O Canadá passou por uma recessão técnica no fim de 2025 e início de 2026.
- A inflação chegou a 3,2% em maio, com o custo de vida sendo uma preocupação dominante para 61% dos canadenses pesquisados. O aumento é impulsionado por preços de energia, especialmente gasolina.
- O aumento dos custos com habitação criou mais riqueza para alguns proprietários, mas deixou muitos jovens fora do mercado, elevando o endividamento familiar, que é o maior entre os países do G7.
- O desemprego ficou em 6,6% em maio, com 13,4% entre jovens; mais de um terço dos canadenses sente o aspecto financeiro da moradia como difícil ou muito difícil, especialmente entre locatários. A relação comercial com os Estados Unidos e tarifas também pesa sobre a economia.
O primeiro-ministro Mark Carney prometeu reanimar a economia do Canadá, buscando torná-la a mais robusta do G7, com viagens ao exterior para atrair investimentos. Apesar disso, indicadores apontam desafio econômico persistente no país.
A economia canadense registrou desempenho abaixo do esperado neste ano. O FMI prevê crescimento de 1,6%, atrás dos EUA, mas à frente de parceiros europeus do G7. A OCDE projeta 1,7% em 2027, após a recuperação parcial.
A agência de estatísticas informou que o Canadá entrou em recessão técnica no fim de 2025 e início de 2026, com dois trimestres consecutivos de contração. Economistas afirmam que o recuo pode não se prolongar.
Despesas, inflação e custo de vida
A inflação atingiu 3,2% em maio, ante 2,8% em abril, impulsionada por energia, especialmente gasolina. Mesmo assim, o índice permanece abaixo dos picos de 2022. A maioria dos canadienses sente o peso do custo de vida alto.
Estudos de opinião indicam que 61% dos canadenses destacam o aperto no orçamento como principal preocupação, acima de moradia e tarifas comerciais. A renda, no entanto, varia conforme o grupo familiar e a localidade.
Endividamento e acesso à moradia
O país concentra a maior dívida entre as economias do G7, com foco em dívida hipotecária. Analistas apontam que esse endividamento eleva o patrimônio líquido de famílias, mas impõe pressão financeira a muitos jovens e a inquilinos.
Levantamentos mostram parcela significativa da população com situação financeira apertada, especialmente entre aluguel e renda abaixo de 100 mil CAD anuais. A percepção de bem-estar financeiro oscila entre regime de boa a ótima para muitos.
Emprego e juventude
A taxa de desemprego ficou em 6,6% em maio, com desemprego entre jovens em 13,4%, o que representa queda frente a meses anteriores, ainda acima da média pré-pandêmica. O tomador de decisão encara desafio de inclusão para jovens e recém-chegados.
Especialistas ressaltam que planos de Carney, centrados em infraestrutura e defesa, visam aumentar a produtividade, mas nem todos os canadenses já veem benefício imediato. O governo, por sua vez, aponta avanços em acordos comerciais e grandes projetos.
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