- A Uber vai ampliar o conjunto de condenações criminais que impedem um motorista, aplicando as novas regras de forma retroativa nos EUA.
- A partir de segunda-feira, mais tipos de condenação vão desqualificar quem trabalha na plataforma, independentemente de quando ocorreu o crime.
- A medida deve excluir dezenas de milhares de gig workers, cerca de 0,5% da força de trabalho ativa nos EUA.
- A Uber tinha, até abril, cerca de dez milhões de motoristas e entregadores no mundo.
Uber aperta checagens de antecedentes de motoristas nos EUA e aplica padrão retroativamente
A Uber vai ampliar as verificações de antecedentes de motoristas e entregadores nos Estados Unidos, classificando crimes adicionais como motivo para desqualificação. A mudança entra em vigor nesta segunda-feira, segundo a empresa.
A nova política desqualificará candidatos com mais tipos de condenações, independentemente de quando o crime ocorreu. A Uber estima que milhares de trabalhadores ativos deverão deixar a plataforma.
A medida é a resposta da empresa a uma série de ações judiciais por ataques sexuais envolvendo usuários. A Uber não informou o valor total das demissões previstas.
Resumo inicial aponta que a iniciativa pode afetar dezenas de milhares de trabalhadores, correspondente a cerca de 0,5% da força de trabalho ativa nos EUA, de acordo com a empresa. A Uber tinha 10 milhões de motoristas e entregadores mundialmente até abril.
Retroatividade e impactos
A aplicação retroativa da norma implica revisar cadastros existentes para exclusão de motoristas com as novas condenações. A Uber afirma que a mudança reforça a proteção de passageiros. Ainda não há confirmação sobre como serão tratados casos em andamento.
Especialistas ressaltam que a política pode reduzir incidentes, mas também pode afetar a renda de trabalhadores autônomos. A empresa não detalhou padrões de avaliação para crimes menores ou perdões.
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