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Volatilidade leva Tesouro a reforçar emissão atrelada à Selic

Mercado volátil leva Tesouro a priorizar emissões atreladas à Selic; dívida chega a R$ 9,03 trilhões, alta de R$ 234,4 bilhões

Raquel Leite, Helano Borges Dias, Leonardo Rocha e Maurício Leister (da esq. para dir.); equipe do Tesouro fala sobre a dívida
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  • Em maio, o Tesouro concentrou as emissões em papéis pós-fixados atrelados à Selic, que responderam por 62,5% das colocações, em meio à volatilidade do mercado.
  • O estoque da Dívida Pública Federal chegou a 9,03 trilhões de reais, alta de 234,4 bilhões (2,66%) frente a abril.
  • Foram emitidos 166,27 bilhões de reais em títulos públicos e resgatados 31,81 bilhões, resultando em emissão líquida de 134,46 bilhões.
  • A participação dos papéis pós-fixados saiu de 48,59% em abril para 48,99% em maio; inflação caiu de 26,76% para 26,26% e a fatia prefixada subiu de 20,85% para 21%.
  • No Tesouro Direto, a demanda pelo Tesouro Selic impulsionou a emissão líquida de 6,07 bilhões; a liquidez disponível atingiu 1,21 trilhão de reais e havia 3,59 milhões de investidores ativos.

A volatilidade dos mercados, aliada à preferência por títulos atrelados à Selic, levou o Tesouro Nacional a concentrar as emissões em papéis pós-fixados em maio. O relatório mensal aponta que o ambiente ficou marcado pela instabilidade decorrente de tensões no Oriente Médio.

Em maio, títulos indexados à taxa básica responderam por 62,5% das colocações, impulsionando o estoque da Dívida Pública Federal a R$ 9,03 trilhões, alta de 2,66% frente a abril. A emissão líquida foi de R$ 134,46 bilhões.

Composição da dívida e vencimentos

Foram emitidos R$ 166,27 bilhões em títulos públicos e houve resgate de R$ 31,81 bilhões. A soma com aproximadamente R$ 100 bilhões em juros elevou o estoque ao maior patamar da série histórica. A participação de papéis pós-fixados passou de 48,59% para 48,99%.

A fatia de títulos corrigidos pela inflação caiu de 26,76% para 26,26%, enquanto a de prefixados subiu de 20,85% para 21%. O percentual da dívida com vencimento em até 12 meses subiu de 18,99% para 20,26%.

Desempenho, custos e liquidez

O prazo médio da dívida recuou ligeiramente, de 4,12 para 4,07 anos, sem ultrapassar os parâmetros do Plano Anual de Financiamento. O custo médio da dívida subiu de 12,22% para 12,31% ao ano; o de novas emissões, de 14,08% para 14,19%.

Apesar da volatilidade, a posição de caixa permanece confortável. A reserva de liquidez atingiu R$ 1,21 trilhão em maio, suficiente para cerca de nove meses de vencimentos.

Tesouro Direto e demanda por Selic

No Tesouro Direto, as vendas somaram R$ 10,22 bilhões e os resgates, R$ 4,15 bilhões, gerando emissão líquida de R$ 6,07 bilhões. A procura por títulos pós-fixados puxou o desempenho; o Tesouro Selic foi o mais demandado, com quase 40% da demanda.

O programa encerrou maio com 3,59 milhões de investidores ativos, alta de quase 20% versus 2025. Aproximadamente 80% das aplicações seguem concentradas em aportes abaixo de R$ 5.000.

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