- A família Coelho Diniz elevou sua participação na GPA de 24,6% para 25,1% das ações ordinárias, passando a deter pouco mais de um quarto do grupo.
- A mudança ocorreu após a retirada, em 16 de junho, da cláusula de “poison pill” do estatuto da GPA.
- Bonsucex Holding, de Silvio Tini, passou a deter 25,795% do capital da GPA no dia 17 de junho.
- O Grupo Casino mantém 20,3% do GPA; outros 29% estão em mãos de investidores não detalhados.
- A GPA pediu recuperação extrajudicial em março; o plano de reperfilamento, aprovado no início de maio, prevê redução da dívida em mais de cinquenta por cento, emissão de debêntures e financiamento de até R$ 200 milhões, com alongamento de vencimentos. A empresa tem 37 mil funcionários.
A família Coelho Diniz, dona de uma rede de 22 supermercados no leste de Minas, aumentou a participação na GPA, controladora do Pão de Açúcar e da Extra. A fatia subiu de 24,6% para 25,1% das ações ordinárias, conforme anúncio da companhia na sexta-feira (26/6).
A mudança ocorre após a retirada, em 16/6, da cláusula de poison pill do estatuto da GPA. Sem essa cláusula, acionistas relevantes podem ultrapassar limites sem oferecer OPA ao restante das ações.
No dia seguinte, 17/6, Bonsucex Holding, de Silvio Tini, elevou sua participação para 25,795%. O Casino detém 20,3%, e outros 29% pertencem a outros investidores não especificados.
Situação financeira e desdobramentos
A GPA pediu recuperação extrajudicial em março e o plano de reperfilamento da dívida foi aprovado em maio, com dívida calculada em R$ 4,5 bilhões.
O plano prevê redução de mais de 50% da dívida, reestruturação, emissão de debêntures e financiamento de até R$ 200 milhões, além de alongamento de vencimentos.
Fundado em 1948, o GPA emprega cerca de 37 mil pessoas e atua com as bandeiras Pão de Açúcar, Extra, Mini Extra e outras marcas próprias.
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