- Moedas estáveis atreladas ao dólar ganham espaço entre investidores da América Latina, trazendo proteção patrimonial e menor volatilidade.
- Relatório da exchange Bitso aponta que a demanda por stablecoins superou a de bitcoin pela primeira vez na região.
- Investidores buscam preservar valor diante de desafios econômicos e políticos, não visando renda variável.
- Stablecoins são usadas para transferências internacionais rápidas, facilitando envio de recursos entre países.
- Reguladores e o sistema financeiro acompanham o tema, com debates sobre regulamentação e uso ampliado do dólar digital.
As moedas estáveis, ou stablecoins, ganham espaço entre investidores da América Latina. Relatório da Bitso aponta que a demanda por stablecoins superou a procura por bitcoin na região pela primeira vez. O objetivo é manter valor estável atrelado ao dólar.
O movimento reflete a busca por proteção patrimonial diante de desafios econômicos e políticos locais. Especialistas dizem que o foco é preservar riqueza, não obter retornos expressivos, ao investir em dólar tokenizado.
Além da proteção cambial, o dólar tokenizado facilita remessas internacionais. Atração é ainda favorecida pela presença de imigrantes em vários países da região, que recorrem à tecnologia para transferir recursos de forma rápida.
Como funcionam as stablecoins atreladas ao dólar
Segundo especialistas, investidores adquirem stablecoins como USDC ou USDT por meio de corretoras de criptomoedas. A operação envolve depósito em criptoativos ou pix para a corretora, seguida da conversão para a moeda estável e manutenção na carteira digital.
O uso vai além da proteção de patrimônio: transfers internacionais tornam-se instantâneas e simples, facilitando remessas para outros países. A facilidade de envio é destacada por gestores de investimentos na região.
Cenário regulatório e impacto nos pagamentos
Reguladores em diferentes países analisam o papel das stablecoins e sua relação com depósitos bancários, com debates em curso sobre maior integração aos sistemas financeiros. A discussão envolve ampliar o uso global do dólar digital.
A popularização das moedas estáveis também aumenta o interesse em pagamentos digitais futuros. Analistas apontam que a região observa sinais de maior adoção, com possíveis implicações para políticas cambiais e tributação.
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