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Mercado de trabalho: evolução desde a pandemia em seis gráficos

Mercado de trabalho mantém recuperação, com desemprego em 5,6% em maio e renda média de R$ 3.726, enquanto a informalidade permanece elevada

Mercado de trabalho se mantém aquecido no Brasil desde 2022 — Foto: Editoria de Arte do Valor/Foto de Dado Galdieri/Bloomberg
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  • Desemprego caiu; a taxa no trimestre encerrado em maio ficou em 5,6%, a menor para o período desde o início da série em 2012.
  • O número de pessoas ocupadas está acima de 100 milhões desde o trimestre terminado em julho de 2024.
  • O setor formal vem crescendo, enquanto a informalidade permanece próxima de mínimas históricas, ainda representando quase quatro em cada dez trabalhadores.
  • A renda média do trabalhador foi de R$ 3.726 no trimestre encerrado em maio, o quinto maior resultado desde 2012.
  • A taxa de subutilização foi de 13,3% da população economicamente ativa no trimestre, o menor nível da série, com desempregados sendo o maior grupo entre os subutilizados.

Ao observar a evolução do mercado de trabalho desde a pandemia, seis gráficos destacam uma recuperação gradual e contínua. O período mais crítico foi 2020, com efeitos da crise sanitária e recessão passada. Em 2022, o emprego começou a se recompor, inicialmente no setor informal.

Desde então, o dinamismo migrou para o setor formal, com indicadores da PNad Contínua do IBGE alcançando recordes históricos para a série iniciada em 2012. Desemprego, ocupação, carteira assinada, informalidade, renda e subutilização compõem o retrato atual.

Fatores estruturais ajudam a explicar o movimento: envelhecimento da força de trabalho, avanços na instrução, ocupações geradas pelas plataformas digitais e a reforma trabalhista. Mesmo com alterações sazonais, os números seguem próximos aos melhores patamares da série.

Para mitigar variações sazonais, o Valor apresenta recortes dos indicadores relativos aos trimestres encerrados em maio. Os dados mostram, em conjunto, a expansão do mercado de trabalho nos últimos anos, com altas relevantes em várias dimensões.

Desemprego

A menor taxa de desemprego registrada foi 5,1% no 4º trimestre de 2025. O desempenho sazonal costuma favorecer contratações temporárias no fim do ano. Em maio, a taxa ficou em 5,6%, a menor para o início de ano desde 2012.

Ocupação

O total de pessoas ocupadas ficou acima de 100 milhões desde o trimestre até julho de 2024. Esse contingente inclui trabalhadores formais e informais, bem como quem trabalha em plataformas digitais ou com menos de 40 horas semanais desejando trabalhar mais.

Setor formal

O setor formal tem impulsionado o mercado, com empregos com carteira assinada representando referência. Esses postos costumam oferecer garantias, direitos trabalhistas e rendimento médio superior em relação a vagas informais.

Mercado informal

A taxa de informalidade está próxima de mínimas históricas, reflexo do aumento de vagas formais. Ainda assim, quase 40% da força de trabalho se encontra em posições mais vulneráveis, com menor proteção social.

Renda média do trabalhador

Mesmo com juros mais elevados, a renda média atingiu patamar elevado na série, atualizada pela inflação. No trimestre até maio, a renda ficou em R$ 3.726, quinto maior valor desde 2012.

Mão de obra desperdiçada

A taxa de subutilização da mão de obra atingiu 13,3% entre os 14 anos ou mais no trimestre encerrado em maio. O indicador é o menor da série histórica e reúne desempregados, subocupados e força de trabalho potencial.

Em síntese, os dados do IBGE indicam recuperação persistente do emprego, com alta nos indicadores de ocupação e formalização, redução da informalidade e ganho de renda, ainda que com variações sazonais e dependência do ritmo da economia.

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