- Plataformas de mercados de previsão, como Kalshi e Polymarket, estão buscando atrair investidores institucionais e fundos de hedge para ampliar o uso de hedge financeiro.
- Kalshi movimentou US$ 17,9 bilhões em volume de negociações no último mês e levantou US$ 1 bilhão, avaliando a empresa em US$ 22 bilhões; a Polymarket vendeu participação para a controladora da Bolsa de Nova York.
- Empresas de diversos setores já utilizam esses mercados para proteção financeira, como um bar de Nova York que garantiu cobertura em uma noite de jogo e a Game Point Capital, que gerencia bônus de atletas.
- Grandes nomes do mercado, como Susquehanna International Group, passaram a atuar como formadores de mercado para Kalshi, estimulando o interesse institucional.
- Em abril, Kalshi realizou sua primeira operação em bloco envolvendo um contrato de créditos de carbono; desde 29 de maio, lançou contratos futuros perpétuos com negociação de criptomoedas, trazendo volume nocional de US$ 5,5 bilhões.
Mercados de previsão ganham espaço em Wall Streete tentam mudar a forma como investidores protegem riscos. Plataformas como Kalshi e Polymarket fortalecem a ideia de usar apostas como ferramenta de hedge contra riscos financeiros, políticos e econômicos. Bancos e fundos de hedge passam a observar esse movimento com interesse institucional.
A Kalshi movimentou US$ 17,9 bilhões em negociações no mês anterior, puxada por apostadores individuais. A empresa levantou US$ 1 bilhão e atingiu avaliação de US$ 22 bilhões, dobrando o valor de dezembro. Investidores institucionais passam a mirar o modelo de hedge.
A Polymarket, concorrente da Kalshi, vendeu participação para a controladora da Bolsa de Valores de Nova York. O objetivo é similar: ampliar o uso de mercados de previsão para gestão de riscos, incluindo instrumentos corporativos.
“Uma nova Wall Street está sendo formada”, afirmou Tarek Mansour, CEO da Kalshi, em entrevista. Analistas destacam o papel da plataforma na proteção de riscos não tradicionais, além de eventos políticos.
Pequenas empresas já adotaram o modelo. O Jeffrey, bar de Nova York, pagou contas de clientes caso o Knicks vencesse, investindo US$ 5 mil. O resultado gerou ganho próximo de US$ 8 mil para cobrir despesas. A Kalshi apoiou a estratégia.
A Game Point Capital, que assessora programas de bônus de desempenho esportivo, também passou a usar a Kalshi para proteção. A operação envolve compensação de pagamentos de bônus caso resultados de torneios se confirmem.
Em abril, a Kalshi realizou a primeira operação em bloco: um contrato ligado a créditos de carbono, intermediado pela Greenlight Commodities, com a Jump Trading Group como contraparte. A transação ocorreu fora da plataforma pública.
Entre as apostas institucionais, a Susquehanna International Group atua como formadora de mercado desde 2024. A empresa vê potencial para que esse tipo de derivativo seja um dos maiores negócios do setor.
Novos formatos chegam: a Kalshi lançou contratos futuros perpétuos, com alavancagem restrita a ativos de maior capacidade financeira. Desde 29 de maio, o volume nocional desses perps soma US$ 5,5 bilhões.
Executivos apontam que o uso de mercados de previsão para hedge pode abranger riscos políticos, proteção de cadeias de suprimentos e oscilações de preços de chips de memória, além de custos de transporte marítimo.
Apesar do crescimento, muitas empresas ainda demandam poucos contratos de hedge via previsão. A discussão regulatória permanece em aberto, com questionamentos sobre a autoridade da CFTC para contratos ligados a esportes.
Gary Gensler, ex-presidente da CFTC, questiona a jurisdição sobre esses contratos. A Kalshi e outras empresas defendem que há base legal e decisões judiciais favoráveis, alinhadas a autoridades como o presidente Donald Trump.
Segundo a Kalshi, a liquidez vem aumentando. A empresa diz que o volume institucional na plataforma cresceu 800% desde novembro, fortalecendo a viabilidade de uso mais amplo.
- Fontes e contexto: histórico de mercado, entrevistas com executivos e informações de imprensa especializada. A matéria não traz opiniões, apenas dados verificados.
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