- Dreame, conhecida por robôs aspiradores, planeja começar a vender veículos elétrificados em 2027, expandindo das eletrodomésticos para o setor automotivo.
- Rox Motor e Xiaomi também entraram no mercado de carros elétricos; Xiaomi iniciou a venda de carros esportivos em 2024.
- No ano passado, 143 marcas venderam ao menos um carro, mas 46 delas não ultrapassaram mil unidades; 23 novas marcas foram lançadas e apenas nove foram descontinuadas.
- Dez empresas chinesas venderam pelo menos 1 milhão de carros em 2025, respondendo por 84% do total, participação que caiu levemente em relação ao anterior.
- O setor enfrenta desafios: a Hozon Auto entrou com falência; as vendas totais caíram 20% em abril; o governo critica a guerra de preços, enquanto exportações ganham fôlego, com alta de cerca de 80% em abril.
Dreame, conhecida por seus aspiradores robôs, planeja iniciar a venda de veículos elétrificados em 2027, ampliando sua atuação além de eletrodomésticos. A empresa chinesa busca capitalizar a tendência de mobilidade elétrica, alinhando-se a novas fabricantes que entram no setor no país.
Não é a única acelerando a transição. Rox Motor, que já comercializa SUVs elétricos desde 2023, nasceu do mesmo ecossistema de grandes nomes de tecnologia. Xiaomi, famosa por smartphones acessíveis, também passou a oferecer carros esportivos, ampliando o leque de entrants no mercado chinês de EVs.
Panorama de mercado
Entre 2024 e 2025, o quadro ficou ainda mais fragmentado. Debaixo de 143 marcas que venderam ao menos um carro, 46 não atingiram mil unidades. Mesmo assim, 23 novas marcas foram lançadas, enquanto nove saíram do mercado. A consolidação ainda não ocorreu conforme previsões.
A Geely figura entre as protagonistas, com mais de dez marcas sob seu guarda-chuva, como Zeekr, Polestar e Lynk & Co. Em 2025, apenas dez empresas chinesas venderam pelo menos 1 milhão de carros, respondendo por 84% do total, mas a participação caiu levemente em relação a 2024.
Desafios e incentivos
O setor enfrentou turbulência em 2026. As vendas totais de veículos na China caíram 20% em abril, o sétimo mês consecutivo de retração. O governo criticou a guerra de preços entre as fabricantes de EVs desde 2023, com sinais de alta de preços a partir de maio, possivelmente para ajustar margens.
A BYD aponta custos de componentes, como chips e baterias, como motivo das margens pressionadas. Diante da queda interna, as montadoras aceleram a aposta nas vendas externas, cuja margem tende a ser mais alta. Em abril, as exportações de EVs chineses subiram cerca de 80% em relação a 2025.
Perspectivas
Setores e analistas veem as exportações como trunfo estratégico para manter o crescimento. Estabelecer redes de distribuição no exterior é caro e demorado, mas pode compensar diante da demanda doméstica fraca. O setor continua monitorando sinais de recuperação e ajustes regulatórios do governo.
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