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Onda de calor na Europa eleva preços de açúcar, cacau e café

Calor europeu e El Niño elevam açúcar e cacau; cacau avança 20% na semana, enquanto café recua no curto prazo

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  • O açúcar bruto fechou alta de 0,43 centavo, ou 3,2%, a 13,98 centavo por libra-peso; a semana registrou ganho de 2,8%.
  • A onda de calor recorde na Europa, as chuvas de monção na Índia e secas na Tailândia ajudam a sustentar o preço, apesar da queda recente nos preços da energia.
  • O açúcar branco subiu 4,3%, para US$ 464,00 por tonelada, com alta de 5,2% na semana, diante dos problemas na Europa.
  • O café robusta caiu 1% para US$ 3.627 por tonelada; o El Niño é visto como risco de alta para o robusta, por aquecimento e secas no Sudeste Asiático e na Índia. O arábica caiu 1,2% para US$ 2,732 por libra-peso.
  • O cacau de Londres caiu 2,8% (para £ 3.820 por tonelada), enquanto o de Nova York recuou 2,9% (US$ 5.095 por tonelada), com ganho semanal de 20%; o Rabobank aponta impulso por El Niño e menor tensão geopolítica, mas vê excedente em 2026/27.

O açúcar, o café e o cacau registraram movimentos divergentes em bolsas internacionais, nesta sexta-feira, 26 de junho. A alta está atrelada à onda de calor na Europa e a temores com o El Niño, que pode reduzir a oferta global de produtos agrícolas. O petróleo em queda não impediu a virada de sinais para os mercados de commodities agrícolas em Nova York.

O ambiente é de cautela entre investidores diante de apreensões climáticas. A expectativa é de que o calor extremo afete safras, enquanto o El Niño tende a trazer condições mais secas em regiões produtoras, como Sudeste Asiático e áreas que influenciam a pauta de insumos agropecuários.

AÇÚCAR

O açúcar bruto fechou com alta de 0,43 centavo, a 13,98 centavo por libra-peso, com máxima de 14,09. A semana fechou com ganho de 2,8%. O mercado cita suporte climático na Índia, Europa e outras regiões.

Analista destaca que a onda de calor europeia é a mais intensa já registrada, com chuvas de monção na Índia em declínio. A Tailândia também aponta calor e seca, influenciando o cenário. A energia mais barata ajuda a manter a demanda por cana para açúcar, em vez de etanol.

O açúcar branco subiu 4,3%, para 464,00 dólares a tonelada, mantendo a tendência de alta na semana, de 5,2%. Problemas na Europa impactam mais o segmento de açúcar branco.

CAFÉ

O robusta fechou em queda de 1%, a 3.627 dólares por tonelada, após máxima de 3 meses de 3.692. O El Niño é visto como risco de alta para o robusta, por potencial de calor e seca no Sudeste Asiático e na Índia.

O arábica recuou 1,2%, para 2,732 dólares por libra-peso, após ter atingido quase 2,8480 dólares na semana. Chuvas no Brasil, associadas ao El Niño, provocaram alguns problemas de qualidade, mas a temporada é vista como boa no conjunto.

Analista aponta melhoria do tempo no cinturão cafeeiro brasileiro nos próximos dez dias, o que deve auxiliar a colheita. A expectativa é de safra robusta no país, o maior produtor de arábica.

CACAU

O cacau de Londres caiu 2,8%, para 3.820 libras por tonelada, após máximo de cinco meses de 4.014. O recuo ocorre no dia, mas o mercado teve alta de 16% na semana.

O cacau de Nova York recuou 2,9%, a 5.095 por tonelada, ainda com ganho semanal de 20%. O Rabobank aponta apoio no evento El Niño, na pausa de tensões geopolíticas no Oriente Médio e no começo lento da safra 2026/27 da África Ocidental.

O banco mantém previsão de excedente na safra 2026/27, ainda que reconheça prêmios de risco do El Niño como um fator potencialmente supervalorizado.

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