- Abram Szajman deixou a presidência da FecomercioSP em maio, após quarenta e dois anos, e Ivo Dall’Acqua Júnior foi eleito para substituí-lo, passando a representar 1,8 milhão de empresários.
- Dall’Acqua criticou propostas de redução da jornada de trabalho, afirmando que mudanças desse tipo devem ser negociadas entre patrões e empregados, não impostas pelo Estado, especialmente em ano eleitoral.
- O novo presidente atribui a alta informalidade do mercado a programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, e afirma que o Brasil remunera mais o tempo livre do que o tempo trabalhado.
- Ele citou a possibilidade de restringir o voto de beneficiários de programas sociais, depois disse, em retificação, que isso não procede e que todos devem ter direito ao voto; defendeu mecanismos para condicionar benefícios à necessidade e à busca por emprego formal.
- Além da FecomercioSP, Dall’Acqua comandará os conselhos regionais do Senac e do Sesc; a FecomercioSP e o Sesc somam 80 anos em 2026, com planos de expansão, incluindo teatro em São Bernardo do Campo para 2028.
O empresário Ivo Dall’Acqua Júnior assumiu a presidência da FecomercioSP em substituição a Abram Szajman, que comandou a entidade por 42 anos. A transição ocorreu em maio, com Dall’Acqua passando a representar 1,8 milhão de empresários do setor. Szajman deixa o cargo após quatro décadas no comando.
A posse ocorre em um momento de debate sobre mudanças nas relações de trabalho no Brasil, incluindo o fim da escala 6×1. Em entrevista realizada na sede daFecomercioSP, Dall’Acqua criticou as propostas de reduzir a jornada por meio do Estado, classificando-as como populismo explícito. Ele defendeu negociação entre empregadores e trabalhadores.
O novo presidente afirmou que a informalidade no mercado de trabalho está ligada a programas de transferência de renda, como o Bolsa Família. Também criticou componentes da legislação trabalhista e disse que o País valoriza mais o tempo livre do que o tempo trabalhado.
Durante a conversa, Dall’Acqua sinalizou que beneficiários de programas sociais devem buscar autonomia financeira. Em relação ao voto de quem recebe esse tipo de benefício, ele afirmou que a afirmação inicial foi equivocada e que, em um país democrático, todos devem ter direito ao voto. Em seguida, ele destacou a necessidade de mecanismos que condicionem a permanência do benefício à comprovação de necessidade.
Em retificação à coluna, o novo presidente esclareceu que não defende, nem defendeu, a retirada do direito de voto de beneficiários. Ele reiterou o apoio a programas sociais como ferramenta de proteção, desde que haja critérios e oportunidades de emprego formais.
Dall’Acqua assumiu com a postura de manter o legado da FecomercioSP, ao mesmo tempo em que busca caminhos para adaptar a entidade às demandas atuais. Ele afirma atuar com os pés no presente e o olhar no futuro, buscando legitimidade para novas frentes de atuação.
A agenda do novo presidente envolve também participar de conselhos regionais do Senac, voltados à educação profissional, e do Sesc, instituição de cultura, lazer e bem-estar. Ambos os órgãos completam 80 anos em 2026, coincidindo com planos de expansão.
Sobre o Sesc, Dall’Acqua destacou a importância da convivência entre atividades físicas, exposições e leitura. Ele citou iniciativas em desenvolvimento, como o projeto de um teatro na unidade de São Bernardo do Campo, previsto para 2028, inspirado na experiência cultural do Sesc Pompeia.
Entre na conversa da comunidade