- O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos DTVM, com sede em São Paulo, citando comprometimento financeiro e violações legais.
- Também houve indisponibilização dos bens de mais de 12 administradores e ex-administradores da empresa, além de quatro controladoras identificadas.
- A denúncia aponta que o dono da instituição, Benjamin Botelho de Almeida, atuaria como operador financeiro de Daniel Vorcaro em uma rede de títulos podres.
- A Sefer já havia sido alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes associadas ao Banco Master; a Séncia não respondeu até a publicação.
- O professor José Ronaldo Souza, da Ibmec-RJ, diz que há aperto regulatório sobre fintechs e que, apesar do caso, o sistema financeiro permanece sólido; recomenda cautela a investidores e gestores.
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos DTVM, distribuidora com sede em São Paulo, nesta sexta-feira (26). A medida foi tomada por alegado comprometimento econômico-financeiro da instituição, que representa risco ao mercado. Também houve indisponibilidade de bens de mais de 12 pessoas ligadas ao conselho da empresa.
Além disso, quatro controladoras identificadas da Sefer tiveram ativos bloqueados. A investigação aponta que o dono da instituição, Benjamin Botelho de Almeida, atuaria como operador financeiro de Daniel Vorcaro, com papel relevante na aquisição de títulos considerados podres. A Sefer já havia sido alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, ligada a fraudes no Banco Master.
A decisão do BC envolve, segundo autoridades, a necessidade de conter impactos e avançar na revisão do que ocorreu com o Banco Master. Especialistas destacam que a rede de fraudes pode ser maior do que o inicialmente previsto e que a medida busca reduzir danos ao sistema financeiro.
Para o professor de Economia da Ibmec-RJ, José Ronaldo Souza, o sistema bancário brasileiro permanece sólido, mas admite aperto regulatório sobre fintechs. Ele afirma que a regulação inicial favoreceu a concorrência e, com o tempo, exigiu ajustes para evitar excessos.
Souza afirma que o BC agiu de forma rápida para estancar danos e que a avaliação interna pode ter embasado a liquidação. Ele recomenda aos investidores buscar gestoras com histórico confiável e entender o tipo de ativo nas carteiras.
A regulação das fintechs aparece como tema central dos desdobramentos. O especialista aponta que, apesar do aperto, não se deve generalizar riscos ao setor, que envolve diferentes modelos de atuação e ativos.
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