- A Associação Nacional de Bancos Comunitários dos EUA (ICBA) representa cerca de quatro mil bancos comunitários e lançou uma campanha publicitária de seis dígitos contra o Clarity Act, que regula o setor de criptomoedas e stablecoins.
- O órgão teme que o projeto de lei permita recompensas para quem usar stablecoins, o que poderia levar grandes fluxos de dinheiro para plataformas internacionais de criptomoedas e reduzir depósitos em bancos locais.
- A ICBA afirma que a saída de depósitos pode alcançar até US$ 1,3 trilhão, prejudicando principalmente empréstimos a pequenas empresas e agricultores, estimados em US$ 850 bilhões.
- Voluntários citados pela ICBA destacam que bancos comunitários financiam mais de 60% dos empréstimos a pequenas empresas e 80% dos empréstimos agrícolas nos EUA, reforçando o impacto de uma queda de depósitos.
- Em casos específicos, bancos regionais relatam saídas de recursos ligadas ao interesse de investidores em criptomoedas; críticos argumentam que regras claras são necessárias para proteger consumidores, enquanto defensores da indústria dizem que o Clarity Act equilibra competição e segurança.
Um grupo de cerca de 4 mil bancos comunitários dos EUA lançou uma ofensiva publicitária para frear um projeto de lei que regula o setor de criptomoedas. A campanha da ICBA alerta que a Clarity Act pode permitir recompensas associadas a stablecoins, impactando o fluxo de depósitos locais.
A preocupação é que incentivos pagos por plataformas de criptomoedas incentivem clientes a transferir recursos para plataformas internacionais, reduzindo o volume de dinheiro mantido em bancos regionais e, por consequência, o crédito para pequenos negócios e agricultores.
Parágrafo inicial
A ICBA, que representa aproximadamente quatro mil bancos comunitários, declarou que a aprovação da legislação em sua forma atual poderia desalojar trilhões em depósitos e prejudicar a oferta de empréstimos no país.
Contexto e impactos financeiros
A instituição afirma que a possível mudança poderia retirar cerca de US$ 1,3 trilhão de depósitos das cooperativas locais, afetando empréstimos avaliados em aproximadamente US$ 850 bilhões para pequenas empresas rurais. Dados apontam que bancos comunitários financiam mais de 60% dos empréstimos a pequenas empresas e 80% dos empréstimos agrícolas.
Ponto de vista dos bancos locais
Rebeca Romero Rainey, presidente da ICBA, afirma que bancos comunitários captam depósitos locais e os redirecionam para empréstimos que movem a economia regional. Ela questiona como serão financiados esses empréstimos no futuro caso a lei avance.
Debate entre setores
Grandes bancos, como o JPMorgan, se posicionaram contra elementos da Clarity Act, o que acirrou o conflito com a indústria de criptomoedas. O tema também envolve defensores de stablecoins, que defendem regras claras para proteger consumidores e incentivar a inovação.
Exemplos regionais
Guaranty Bank & Trust, em Louisiana, já observa saídas de depósitos. O presidente Troy Richards relata que cerca de US$ 40 mil deixaram contas de clientes nos últimos 90 dias, o que, na prática, pode exigir fontes de funding mais caras e reduzir o crédito disponível a agricultores e comerciantes locais.
Perspectivas e próximos passos
Especialistas ressaltam que a mudança de depósitos pode provocar descontinuidade operativa para bancos menores, que não contam com plataformas de criptomoedas para captar recursos. A ICBA reforça que está aberta à competição, desde que haja condições equitativas para todos os agentes do mercado.
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