- Bancos brasileiro elevam anuidade e restringem acesso a salas VIP após período de lançamentos de cartões voltados à alta renda.
- Santander passou a exigir gastos mensais para acessos às salas VIP em cartões Unique, Unlimited, AAdvantage Black e Smiles Infinite, com regras que variam por produto.
- Bradesco limitou o acesso a salas VIP do cartão Aeternum ao Visa Airport Companion, deixando de oferecer acessos via LoungeKey; Bradesco Lounges permanece com acesso ilimitado.
- Especialistas avaliam que mudanças refletem custo de manutenção de salas VIP e devem se espalhar para outros emissores nos próximos meses.
- Consumidores são orientados a calcular custo-benefício, comparando a anuidade com os benefícios recebidos para evitar gastos desnecessários que não compensam o custo.
O uso de cartões de crédito premium passa por novas condições. Santander, Bradesco, Banco do Brasil e BRB alteraram regras de acesso a salas VIP e elevaram a anuidade de produtos de alta renda. Mudanças indicam estratégia de ajuste mais amplo no setor.
Especialistas apontam que os bancos buscam equilíbrio entre custo e benefício, diante da maior demanda por lounges e da volatilidade do dólar. O objetivo é manter a qualidade do serviço e a sustentabilidade do benefício no longo prazo, segundo fontes do setor.
O Santanderimplementou novas regras para os cartões Unique, Unlimited, AAdvantage Black e Smiles Infinite, com limites de gastos para acesso às salas VIP parceiras do LoungeKey. A mudança vale para acessos a partir de julho, com exigências diferentes por cartão.
Para o Unique, o piso de gastos passou a ser de 15 mil reais nos últimos três meses; para o Unlimited, 30 mil; e para o AAdvantage Black e o Smiles Infinite, 15 mil, considerando março, abril e maio para efeito de cálculo. A instituição afirma que a medida preserva a experiência do cliente e a sustentabilidade do benefício.
O Bradesco também revisou benefícios, limitando o acesso ao cartão Aeternum ao Visa Airport Companion desde março, sem explicar detalhes. Em paralelo, continua oferecendo acesso ilimitado aos Bradesco Lounges, com 20 espaços em aeroportos do país.
Especialista em finanças, Jeff Patzlaff ressalta que a prática de oferecer benefícios elevados gerou custos altos para as instituições, o que levou às alterações. Ele orienta que o consumidor faça uma análise de custo-benefício antes de manter ou cancelar cartões.
Leonardo Cassol, diretor de plataformas de viagens, afirma que o movimento não surpreende e que outros emissores devem adotar estratégias semelhantes. Caso os bancos não ajustem benefícios, pondera, poderão romper acordos com operações de salas VIP ou reduzir vantagens proporcionadas aos clientes de alta renda.
Para contornar os impactos, Cassol cita opções como condicionar o benefício ao uso efetivo do cartão, aumentar a anuidade, restringir o acesso ou reduzir benefícios. Ele observa ainda a tendência de surgimento de “cartões de gaveta” com benefícios carregados sem uso relevante.
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