- A Malha Oeste, primeira ferrovia concedida à iniciativa privada no Brasil, encerra contrato nesta terça-feira, 30 de junho, após 30 anos de concessão.
- O governo prepara uma nova licitação para a malha de cerca de 1,9 mil quilômetros entre São Paulo e Mato Grosso do Sul, com leilão previsto para o fim de 2026.
- Hoje a ferrovia está paralisada em grande parte do trajeto, com o projeto de reconstrução e investimentos estruturais para retomada.
- A concessionária Rumo discute indenizações e aponta desequilíbrio econômico-financeiro; a Infra S.A. revisa o passivo e outras avaliações, incluindo tratativas para reversão dos ativos à União.
- O novo desenho da concessão prevê cerca de 29 bilhões de reais em investimentos ao longo do contrato e ligações estratégicas, com foco na integração da malha com o Ferroanel de São Paulo e a região Centro-Oeste.
A Malha Oeste, primeira ferrovia concedida à iniciativa privada no processo de privatização da antiga RFFSA, encerra seu contrato nesta terça-feira após 30 anos. O governo planeja uma nova licitação para explorar seus 1,9 mil quilômetros.
A concessionária atual, Rumo, enfrenta um desequilíbrio econômico-financeiro reconhecido pela Justiça, que compromete a viabilidade da linha. A Infra S.A. realiza levantamentos para revisar o passivo com a União e calcular indenizações.
A AnTT aprovou, em maio, os estudos da nova modelagem de leilão e encaminhou o projeto ao TCU para análise. Rodada de inspeções de campo busca fechar contas antes do novo certame.
O objetivo é atrair investidores com um desenho de concessão menos deficitário. O formato prevê investimentos ao longo da concessão e uma conexão com a malha da MRS pelo Ferroanel de São Paulo.
O traçado atual possui quase 1,9 mil quilômetros, entre Corumbá (MS) e Mairinque (SP). O trecho Campo Grande–Ponta Porã, de 355 km, foi incluído na modelagem e dependerá da escolha do vencedor.
A previsão é realizar o leilão no quarto trimestre de 2026, com investimentos estimados em cerca de R$ 29 bilhões e aportes públicos de R$ 3,6 bilhões para recuperação de trechos degradados.
Histórico da malha mostra que, no passado, a linha foirota de passageiros por décadas, conectando o Centro-Oeste ao Sudeste. Hoje, a maior parte dos trilhos está subutilizada, com foco em cargas de alto potencial em MS.
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