- O relatório anual do Banco de Compensações Internacionais aponta que a dívida privada segue elevada e registrou aumentos notáveis no Brasil e na China.
- O BIS alerta que, em cenários de crise, o endividamento privado alto pode elevar a dívida pública por meio de custos fiscais, virando passivo fiscal.
- Em economias avançadas, a dívida privada fica em torno de 150% do PIB, com pico acima de 170% durante a pandemia; nas emergentes, subiu de cerca de 75% em 2007 para 125% em 2025.
- O documento destaca riscos adicionais pela presença de perdas em empresas estatais, Estados e municípios com garantias explícitas e implícitas.
- O BIS também observa a expansão do crédito privado não bancário, principalmente fundos que emprestam para tecnologia e IA, que pode transmitir fragilidade ao sistema financeiro em cenários de alta de juros ou frustração de retorno.
O Banco de Compensações Internacionais (BIS) aponta que a dívida privada continua elevada, mesmo após o recuo observado desde a crise financeira global. O relatório anual indica aumentos significativos no Brasil e na China, mantendo patamares históricos altos em várias economias desenvolvidas.
O documento alerta que o endividamento privado alto pode se transformar em um passivo fiscal para governos, caso haja necessidade de socorro ou apoio financeiro. A dívida pública pode crescer devido aos custos fiscais de crises futuras ligadas ao peso do setor privado não financeiro.
Dados globais mostram que, nos países avançados, a dívida privada fica ao redor de 150% do PIB, com picos de mais de 170% durante a pandemia. Entre as economias emergentes, o indicador subiu de 75% do PIB em 2007 para 125% em 2025.
O BIS ressalta que a combinação de dívida pública elevada e pressões fiscais em um cenário financeiro menos favorável dificulta o refinanciamento de ativos. Um ambiente de juros mais altos pode ampliar o ônus para governos.
Risco do crédito privado fora do sistema bancário
O relatório destaca a expansão do crédito privado, com fundos que emprestam recursos aumentando substancialmente. Esses agentes quadruplicaram empréstimos a empresas de IA e tecnologia da informação nos últimos cinco anos.
Segundo o BIS, esse mercado é menos transparente e pode ser uma fonte de fragilidade financeira fora do sistema bancário. A interconexão com bancos e seguradoras pode amplificar choques em cenários de alta de juros ou frustração com retornos de IA.
Entre na conversa da comunidade