- Grupo OSPA, de Porto Alegre, transformou-se de escritório de arquitetura para ecossistema de desenvolvimento urbano e criou um “Tinder” do mercado imobiliário, conectando investidores e incorporadoras.
- A empresa encerra 2026 com receita estimada em R$ 20 milhões e projeta chegar a R$ 100 milhões até 2030, com pipeline de R$ 2,3 bilhões em VGV distribuído em nove empreendimentos em cinco cidades.
- OSA P Capital, a nova frente, usa IA para mapear investimentos e indicar quais fundos, gestoras ou family offices têm maior aderência a cada projeto, com base em região, tipo de empreendimento, tamanho do VGV e momento de entrada.
- Hoje, a OSPA atua em Porto Alegre, São Paulo e Miami, mantendo mais de 70 funcionários permanentes e cerca de 60 professores ligados ao braço educacional.
- A Place, plataforma de inteligência territorial da empresa, transforma dados urbanísticos, socioeconômicos e de mercado em mapas interativos para analisar potencial construtivo de terrenos.
A empresa criada pelo grupo de Porto Alegre não atua mais apenas como escritório de arquitetura. OSPA desenvolve um ecossistema urbano que conecta inteligência territorial, mercado de capitais e educação, buscando aproximar investidores de empreendimentos imobiliários com potencial de viabilidade econômica.
Ao longo de duas décadas, a OSPA passou de escritório para plataforma de desenvolvimento urbano. O fundador, Lucas Obino, aponta que existem bons investidores e bons empreendimentos, mas falta linguagem comum entre os mercados. Assim, a empresa migrou para modelar oportunidades entre terrenos e capitais disponíveis.
O que é a OSPA hoje
A empresa encerrou 2026 com receita estimada em 20 milhões de reais e mira 100 milhões até 2030. No núcleo de estruturação de ativos imobiliários, o pipeline soma 2,3 bilhões de reais em Valor Geral de Vendas, distribuídos em nove empreendimentos de cinco cidades, com lançamentos previstos até o fim da década.
A OSPA atua em Porto Alegre e São Paulo, com presença operacional em Miami. O time inzwischen soma mais de 70 empregados fixos e cerca de 60 docentes ligados ao braço educacional, ampliando atuação em educação e formação no setor.
O nascimento e a evolução do modelo
A trajetória começou em 2005, quando Obino criou a OSPA para realizar projetos de interiores. A ambição era maior: trabalhar com arquitetura de forma a impactar a cidade, não apenas o espaço.
Com a falta de capital, a equipe acompanhou o crescimento de plataformas de compras coletivas e de crowdfunding para investimentos. Em 2014, nasceu a Urbe.me, pioneira no crowdfunding imobiliário, conectando incorporadoras, investidores e gestores de recursos.
A proposta de valor da Place e da estrutura da empresa
A OSPA passou a investir na inteligência necessária para mapear o potencial de terrenos, viabilidade econômica e o produto ideal para cada local. A plataforma Place transforma regras urbanísticas, dados socioeconômicos e informações de mercado em mapas interativos para analisar propriedades.
A tecnologia é utilizada por privados e também por prefeituras interessadas em planejamento urbano mais transparente. O grupo estruturou um modelo de atuação com quatro verticais: arquitetura e urbanismo, inteligência territorial, mercado de capitais e formação acadêmica.
A ponte entre incorporadoras e investidores com IA
A frente mais recente é a OSPA Capital, que utiliza inteligência artificial para observar empreendimentos e indicar fundos, gestoras ou family offices com maior aderência a cada projeto. O sistema leva em conta região, tipo de empreendimento, tamanho do VGV e o momento de entrada de capital.
A plataforma opera com uma base de mais de 800 incorporadoras cadastradas, cerca de 600 investidores monitorados e mais de 300 operações intermediadas ao longo de uma década, segundo a empresa.
Expansão geográfica e visão de futuro
Embora tenha origem em Porto Alegre, a OSPA desenvolve mais projetos fora do Rio Grande do Sul, seguindo lógica demográfica que privilegia mercados com demanda estável. Os planos incluem o litoral de Santa Catarina, Serra Gaúcha, São Paulo e projetos em Miami.
Obino afirma que a atuação busca criar lugares capazes de facilitar trocas econômicas e humanas, tornando as cidades mais conectadas e dinâmicas. O grupo aposta em cidades que atraem moradores e geram empregos a longo prazo.
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