- Hyundai, Nissan, Stellantis e Volkswagen foram apontadas como as montadoras mais inclusivas do setor, entre as destacadas pela pesquisa.
- A pesquisa ouviu 3.047 profissionais da cadeia automotiva no Brasil, com 26 perguntas sobre saúde mental, equidade e segurança psicológica.
- Entre os respondentes, 90,7% disseram que as ações de diversidade e inclusão foram mantidas ou ampliadas nas empresas. 86% consideram o ambiente corporativo respeitoso.
- A percepção de grupos sub-representados, como pessoas negras e LGBTI+, é menos positiva dentro das empresas.
- O principal desafio identificado é a falta de voz e de oportunidades de participação em decisões para LGBTQIA+ e Pessoas com Deficiência (PcDs).
A indústria automotiva brasileira tem visto avanços em diversidade e inclusão, segundo uma pesquisa recente. O estudo aponta mais ambientes plurais e representativos do que há alguns anos, apesar de persistirem barreiras para grupos minorizados.
A análise, realizada pela Automotive Business com coordenação técnica da MHD Consultoria, ouviu 3.047 profissionais de diversos elos da cadeia automotiva no Brasil. O questionário contemplou 26 perguntas sobre saúde mental, equidade de oportunidades e segurança psicológica.
Embora o setor apresente avanços, o levantamento indica que a percepção de inclusão é desigual entre grupos. A maioria dos respondentes afirma que as ações de diversidade foram mantidas ou ampliadas.
Para 90,7% dos participantes, as empresas continuaram investindo em diversidade e inclusão. Já 86% avaliam o ambiente corporativo como respeitoso e digno, mas a percepção de sub-representação entre negros e LGBTI+ é menos positiva.
Destaques entre empresas
As companhias mais inclusivas, segundo a pesquisa, aparecem em ordem alfabética. Entre as montadoras, estão Hyundai, Nissan, Stellantis e Volkswagen.
Entre os fornecedores, aparecem Bosch, Grupo Sada, Lear, Maxion e TE Connectivity. Os resultados refletem a percepção de profissionais de diferentes segmentos da cadeia automotiva.
Desafios persistentes
O estudo aponta que o principal entrave não é apenas o respeito cotidiano, mas a voz e o poder de influência nas decisões internas. Grupos LGBTQIA+ e Pessoas com Deficiência relatam maiores barreiras para ascensão profissional.
Outros dados indicam que a representatividade de negros e pessoas de comunidades minorizadas ainda não é satisfatória em cargos de liderança. A pesquisa busca mapear caminhos para ampliar oportunidades de crescimento.
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