- O livro Juscelino – Uma Crítica ao Desenvolvimentismo, de Lucas Berlanza e Antônio Claret Jr., tem 222 páginas e foi lançado pela LVM Editora em parceria com o Instituto Liberal, por R$ 79,90.
- Os autores, liberais, apresentam Juscelino Kubitschek como líder de um Brasil que priorizou o intervencionismo estatal e obras de grande impacto, com Brasília sendo vista como símbolo de marketing político e custo elevado.
- O texto destaca JK como gestor pragmático, ligado a obras públicas em Belo Horizonte e Minas Gerais, com críticas de Roberto Campos sobre foco excessivo em obras monumentais e insuficiência de reformas estruturais.
- O livro analisa o embate entre o estruturalismo da CEPAL e economistas liberais como Campos e Eugênio Gudin, defendendo que o modelo desenvolvimentista foi inadequado e contou com pouca reforma econômica.
- A conclusão aponta que desconstruir o desenvolvimentismo exige governos com contas equilibradas e menor intervenção estatal, mantendo alerta contra populismo e promessas fáceis.
Juscelino Kubitschek, presidente do Brasil, é retratado de forma contundente em uma nova obra. O livro afirma que o desenvolvimentismo defendido por JK moldou o Brasil dos anos 50 e 60, com obras e uma nova capital.
Os autores Lucas Berlanza e Antônio Claret Jr. se apresentam como liberais e propõem revelar um lado menos conhecido de Juscelino, questionando a benevolência histórica do seu legado.
A obra, intitulada Juscelino – Uma Crítica ao Desenvolvimentismo, foi lançada pela LVM Editora em parceria com o Instituto Liberal. O texto propõe uma leitura crítica sobre o JK gestor e suas políticas.
Contexto histórico
Segundo os autores, o juscelinismo associou-se a uma intervenção estatal ampla para favorecer industrialização e urbanização, refletindo correntes dos anos 30 e 40. A análise recorre a momentos que moldaram a formação institucional brasileira.
Eles destacam a construção de Brasília como marco central do projeto, visto como ação de marketing político, que ampliou o peso do Estado na economia e favoreceu o lobby da construção civil.
O livro também situa Getúlio Vargas como precedente histórico, destacando o papel de alianças entre Igreja, Maçonaria, Forças Armadas e o Estado português na gênese institucional do Brasil.
Implicações da leitura
Os autores discutem que o modelo desenvolvido sob JK criou atraso relativo, dificultando reformas estruturais. Argumentam que isso resultou em maior dependência do setor público e em práticas de corporativismo.
A obra conclui que o desenvolvimento precisa ser acompanhado de contas equilibradas e menos intervencionismo. Alerta para evitar promessas fáceis e populismo na condução econômica.
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