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Influenciadora investigada por jogos ilegais em TO: bens de luxo e ameaças

Movimentou R$ 3,5 milhões em um ano promovendo jogo ilegal; investigação apura exploração, lavagem de dinheiro e ameaças a seguidores

Influenciadora Beth Melo é investigada pela Polícia Civil — Foto: Reprodução/Instagram de Beth Melo
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  • Elizabeth Melo, conhecida como Beth Melo, é alvo da Operação Sorte Falseada da Polícia Civil do Tocantins, investigada por exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro.
  • Entre março de dois mil e vinte e três e março de dois mil e vinte e quatro, a movimentação financeira ultrapassou R$ 3,5 milhões, com renda declarada entre R$ 1,9 mil e R$ 5 mil mensais; há uso de empresas de fachada ligadas a cassinos online.
  • A investigação também apura ameaças a seguidores que tentavam denunciar as plataformas, com relatos de intimidação em vídeos.
  • A Justiça bloqueou até R$ 3,4 milhões em bens e ativos financeiros; foram apreendidos um apartamento em Palmas, uma Toyota Hilux 2024, uma motocicleta elétrica, além de notas de dólar e cerca de R$ 8 mil em espécie.
  • A defesa afirma que Beth Melo não foi condenada, que não há provas de irregularidades e que o patrimônio está em seu nome; a influenciadora também revelou que as viagens de luxo eram de ostentação publicitária.

Elizabeth Melo, conhecida como Beth Melo, é alvo da Operação Sorte Falseada, da Polícia Civil do Tocantins, que investiga exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro. A operação envolve buscas e bloqueio de bens ligados à influenciadora.

A investigação aponta um estilo de vida de ostentação, com viagens internacionais e aquisição de bens de alto valor. Há indícios de financiamento por meio de plataformas de jogos ilegais, como o jogo do tigrinho, segundo o relatório policial.

Além das suspeitas financeiras, a polícia apura ameaças feitas a seguidores que tentavam denunciar as plataformas, usadas para intimidar críticos nas redes sociais.

Contexto da investigação

O inquérito foi aberto em março de 2024, após denúncias anônimas sobre as atividades da influenciadora nas redes. A apuração envolve a prática de exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro e exploração de loteria não autorizada.

A investigação também aponta transcrições nas quais a influenciadora afirma ter enviado “visitas” a pessoas que pretendiam denunciá-la, configurando possível coação contra denunciantes.

Movimentação financeira e estrutura empresarial

O Relatório de Inteligência Financeira do Coaf indica movimentação superior a R$ 3,5 milhões entre março de 2023 e março de 2024. O valor é incompatível com a renda declarada, que variava entre R$ 1,9 mil e R$ 5 mil mensais.

A polícia aponta o uso de empresas de fachada vinculadas a processadoras de pagamento de cassinos online internacionais, sem atividade comercial compatível com os valores movimentados.

Smurfing e artifícios financeiros

A prática de smurfing envolve fracionar grandes somas em saques menores para evitar notificações de operações de alto valor. Entre 2023 e 2024, esse procedimento teria contribuído para a circulação de recursos significativos associados aos jogos ilegais.

Bens bloqueados e medidas judiciais

A Justiça bloqueou até R$ 3,4 milhões em ativos para assegurar reparação de possíveis prejuízos. Entre os bens estão um apartamento em Palmas avaliado em R$ 300 mil, uma Toyota Hilux 2024 e uma motocicleta elétrica, além de notas em dólar, cartões e cerca de R$ 8 mil em espécie.

Notas de viagem de luxo indicaram deslocamentos para Dubai, Ilhas Maldivas, Paris, Londres, Las Vegas e Curaçao, classificados pela polícia como sinais exteriores de riqueza.

Posicionamento da investigada

Beth Melo afirmou, por meio de uma conta de reserva no Instagram, ser apenas alvo de investigação e não ter sido condenada. Ela negou irregularidades, afirmou que não existem laranjas e que o patrimônio está registrado em seu nome.

Sobre as acusações de ameaça, a defesa afirmou que os vídeos eram dirigidos a uma pessoa específica por conflitos pessoais e não aos denunciantes das plataformas, sustentando que a atividade era publicitária e não envolve ilicitudes.

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