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Investir no exterior vale a pena? Veja formas de investir

Brasileiros mantêm recorde de US$ 654,5 bilhões em ativos no exterior em 2024, ampliando diversificação, proteção cambial e acesso a mercados globais

Investir em moedas fortes, como o dólar, pode ajudar a preservar o poder de compra do patrimônio ao longo do tempo
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  • Ativos mantidos por residentes brasileiros no exterior atingiram US$ 654,5 bilhões em 2024, segundo o Banco Central, recorde histórico.
  • Mais de 29 mil pessoas declararam bens, direitos e investimentos fora do país.
  • Investir no exterior oferece diversificação geográfica e cambial, além de acesso a setores menos presentes no Brasil e a economias mais avançadas.
  • No Brasil, as vias mais simples são BDRs (certificados negociados na B3), ETFs internacionais e fundos globais; o Inter oferece a carteira global com BDRs.
  • O principal risco é a variação cambial; a valorização do dólar pode impactar ganhos ou perdas em reais, além de influenciar a inflação e custos no Brasil.

Recentes dados do Banco Central apontam que brasileiros mantinham US$ 654,5 bilhões em ativos no exterior em 2024, registrando recorde. A pesquisa de Capitais Brasileiros no Exterior (CBE) indica mais de 29 mil declararam bens e investimentos fora do país.

O movimento evidencia uma busca por diversificação patrimonial diante de oscilações econômicas, mudanças de juros e volatilidade cambial. Investir fora também oferece acesso a mercados e setores pouco representados no Brasil.

Por que investir fora do Brasil

Investimentos no exterior reduzem a exposição à economia brasileira e ampliam possibilidades setoriais. Dados do Inter destacam diversificação geográfica, cambial e acesso a empresas globais.

Benefícios apontados incluem proteção contra desvalorização do real e participação em economias mais desenvolvidas. Investir em moedas fortes, como o dólar, pode preservar o poder de compra ao longo do tempo.

Como investir sem sair do Brasil

Existem caminhos simples para internacionalizar a carteira. Além de abrir contas em corretoras internacionais, o brasileiro pode apostar em BDRs, certificados que representam ações de empresas estrangeiras na bolsa brasileira.

Entre as opções, destacam-se ações de companhias globais como Apple, Microsoft, Alphabet, Meta e Amazon, além de ETFs internacionais que replicam índices e setores. Esses instrumentos simplificam o acesso externo.

Pelas regras do jogo

Como qualquer investimento, os internacionais carregam riscos, principalmente a variação cambial. A valorização do dólar pode impactar ganhos ou perdas em reais, mesmo com desempenho setorial estável.

Para quem vê oportunidades, é essencial analisar o modelo de negócios, perspectivas de crescimento, riscos regulatórios e governança das empresas no exterior, bem como o cenário do país onde atuam.

Soluções de acesso global

O mercado brasileiro tem ofertado produtos que facilitam a exposição global. Um exemplo é o fundo Inter Carteira Global FIA BDR Nível I, gerido pela Inter Asset, que utiliza a carteira de BDRs para simplificar a gestão e a tributação dos ativos.

Essa modalidade aumenta a praticidade operacional, reduz a burocracia e facilita o acompanhamento dos investimentos por meio de gestão profissional.

Vale a pena manter parte do patrimônio no exterior?

A diversificação internacional pode reduzir riscos de concentração em uma única economia e ampliar oportunidades de retorno, especialmente para objetivos de longo prazo, conforme especialistas.

Não há regra única sobre a parcela destinada ao exterior; o percentual ideal depende do perfil de risco, do horizonte e da estratégia de cada investidor.

Perguntas frequentes

Quanto dinheiro os brasileiros possuem no exterior? US$ 654,5 bilhões em 2024, segundo o BC.

É necessário abrir conta fora para investir no exterior? Não necessariamente; é possível investir via BDRs, ETFs e fundos globais na bolsa brasileira.

Qual é o principal risco? A variação cambial, que pode ampliar ganhos ou perdas ao converter para reais.

Investir no exterior é para qualquer investidor? Depende do perfil; a diversificação costuma favorecer quem busca reduzir riscos a longo prazo.

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