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Nike e Adidas investem na Copa, mas novas marcas ofuscam retornos

Investimento na Copa é elevado, mas concorrência de marcas de corrida como Hoka e On ofusca retornos e pressiona estratégias da Nike e Adidas

Copa do Mundo 2026: apesar do alcance global do evento, tanto Adidas quanto Nike enfrentam dificuldades em capturar plenamente as oportunidades de vendas. (Foto: Bloomberg)
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  • Nike e Adidas mantêm investimento elevado na Copa do Mundo, buscando fortalecer imagem diante de nova concorrência de marcas de corrida como Hoka, New Balance e On.
  • Adidas relançou a camisa retrô de 1994 para capitalizar nostalgia e roubou a cena da Nike em arquibancadas; a campanha inclui participação de celebridades e colaborações com estilistas.
  • A Nike, por sua vez, aposta em marketing cultural com ações como a campanha Rip the Script e introduz o logotipo Jumpman em algumas camisas, mantendo presença em várias seleções.
  • A Bloomberg Intelligence estima que a Adidas possa alcançar até € 1,2 bilhão em vendas durante a Copa, com destaque para aumento de 31% na venda de roupas no primeiro trimestre.
  • A Nike deverá fornecer a seleção alemã a partir de 2027, com valor divulgado em relatos de € 100 milhões por ano; as marcas enfrentam pressão de custos elevados e demanda por produtos além de camisas, como itens de moda e lifestyle.

A Nike e a Adidas mantêm uma rivalidade antiga no cenário da Copa do Mundo, investindo pesado para fortalecer a imagem de suas marcas. Mesmo com o foco no futebol, as duas gigantes enfrentam novas marcas que ganham espaço no segmento de corrida, como Hoka, New Balance e On.

No torneio, as arquibancadas mostram uma leitura complementar: while a Nike sustenta uma linha ampla de uniformes, torcedores revisitam a nostalgia com camisas retrô da Adidas, especialmente a edição de 1994 que voltou em março para atender à demanda de fãs.

A estratégia da Adidas envolve ativação fora de campo, incluindo o relançamento da camisa vintage e ações com celebridades. A empresa também ampliou a presença de itens de lifestyle, buscando captar consumidores que não são fãs de futebol, segundo observações da Bloomberg Intelligence.

Estratégias

A Adidas mira a copa como motor de venda de itens retrô e moda, com projeções de até € 1,2 bilhão em vendas durante o torneio; o grupo registrou € 250 milhões em vendas associadas ao evento no primeiro trimestre, com growth de 31% na linha de roupas. A Nike, por sua vez, aposta em campanhas de impacto, como a “Rip the Script”, com atletas e celebridades.

Atualmente, ações de Adidas, Nike e Puma recuam desde o ano anterior, enquanto rivais de corrida ganham espaço. Além do futebol, a Adidas reforça o portfólio com produtos de moda esportiva, incluindo colaborações com designers e artistas de streetwear.

O presidente-executivo da Nike sinaliza retomada de foco no esporte de alto desempenho, buscando ampliar a atuação no futebol após mudanças de participação de mercado. Já a Adidas afirma que o futebol é parte de uma estratégia que cruza esporte e cultura, especialmente para atrair novos públicos.

Outra frente é a parceria com a seleção alemã a partir de 2027, com relatos de um contrato anual em torno de € 100 milhões. A Nike não comentou sobre o valor, mas a mudança sinaliza o ritmo da batalha entre as marcas no cenário global.

O retorno financeiro dessas ações depende de diversos fatores, incluindo a demanda por equipamentos de futebol, a resposta do mercado a itens de lifestyle e a concorrência de players especializados em corrida que aumentam a presença no esporte.

(Colaboração de Maddie Parker.)

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