- Carole Crema aponta que o ponto de equilíbrio, o faturamento mínimo para cobrir custos, deve estar na ponta da língua de todo empresário.
•No episódio com Nicole Hirata, da Lou Lou Pâtisserie, a empresa saiu da produção na casa da avó para abastecer cafeterias, padarias e abrir loja física em três anos.
•O ponto de equilíbrio ajuda a definir metas, promoções, priorizar produtos e entender períodos de menor movimento.
•Além dele, Carole recomenda acompanhar custos das matérias-primas, evolução das vendas, margem e custo da mercadoria vendida para decisões rápidas.
•Nicole reconhece dificuldade com a parte administrativa; crescimento exige domínio de indicadores, planejamento e gestão financeira.
O ponto de equilíbrio é apresentado como o principal número que empresários precisam conhecer, segundo Carole Crema. Em entrevista no novo episódio do Choque de Gestão, Crema destaca a importância de entender quando a empresa começa a lucrar, não apenas acompanhar o dinheiro na conta.
A convidada Nicole Hirata, fundadora da Lou Lou Pâtisserie, avaliou quanto é necessário faturar por mês para cobrir todas as despesas e gerar lucro. A conversa ocorreu em São Paulo, durante a gravação da série da EXAME, patrocinada pelo Santander Empresas e Claro Empresas.
O programa mostra que a Lou Lou Pâtisserie, que começou no fundo da casa da avó de Nicole, hoje abastece cafeterias, padarias e também tem loja física. O desafio, porém, foi acompanhar o crescimento com gestão adequada.
O conceito central é o ponto de equilíbrio: o faturamento mínimo para cobrir custos fixos e variáveis. Abaixo dele, a empresa acumula prejuízo; acima, começa a produzir lucro, segundo a análise de Crema.
Essa visão, conforme a mentora, incentiva decisões mais ágeis. Conhecer o valor exato de venda necessário facilita definição de metas, promoções, priorização de produtos e avaliação de períodos de menor movimento.
Crema também enfatiza que não é preciso oferecer controles financeiros complexos para pequenas empresas. Com poucos indicadores bem acompanhados, é possível tomar decisões rápidas e embasadas.
Entre os pilares indicados estão o monitoramento regular do custo das principais matérias-primas, a evolução das vendas, a margem de lucro e o custo da mercadoria vendida. O objetivo é orientar ações gerenciais, não transformá-las em burocracia.
No caso da Lou Lou, o desafio não era a produção, mas a parte administrativa. Nicole, que tem formação em direito e confeitaria, admite que dedicar tempo ao estratégico a deixa com sono.
A chefe de gestão ressalta que o crescimento envolve domínio dos indicadores, planejamento e gestão financeira, além da qualidade do produto. O aprendizado vale para qualquer segmento, não apenas para confeitaria.
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