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Por que as mulheres seguem atrás na corrida por cargos de CEO nos EUA

Mulheres seguem com barreira persistente à liderança: 11% dos CEOs na Fortune 500 e 9% no S&P 1500 em 2025, sinalizando continuidade da desigualdade de gênero

Mulheres no ambiente corporativo: Recentemente, no JPMorgan, Marianne Lake não conseguiu se manter como candidata a CEO, e Jennifer Piepszak também optou por não seguir na disputa.
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  • Em 2025, o número de mulheres em cargos de CEO nas empresas Fortune 500 permanece em 11%, e no S&P 1500 fica em 9% (anteriormente, around 15%).
  • Diversas candidatas femininas a CEO foram preteridas ou desistiram, incluindo casos no JPMorgan, Walmart, Walt Disney e Apple; se não houver surpresa no JPMorgan, Jamie Dimon deve deixar o cargo para um homem.
  • O ritmo de progresso é considerado lento: estimativa de cerca de cem anos para a paridade entre homens e mulheres em altos cargos de liderança.
  • Mudanças na cultura corporativa aparecem como entraves: flexibilidades de trabalho sendo cortadas e debates sobre DEI; a remuneração entre homens e mulheres continua desigual.
  • Obstáculos persistem para mulheres em liderança: menor acesso a treinamento, maior esgotamento e menor propensão a buscar promoções; viés de status quo favorece homens brancos nos conselhos, que hoje respondem por cerca de 60% das cadeiras no S&P 500.

O domínio das mulheres na presidência de grandes empresas norte-americanas permanece estável em 11% entre as companhias da Fortune 500, e 9% no S&P 1500 em 2025. Mesmo com expectativas de avanço, o topo continua dominado por homens.

Vários cargos de liderança em companhias de peso, como Walmart, JPMorgan Chase, Walt Disney e Apple, tiveram candidatas em disputa, mas acabaram preteridas ou optaram por não prosseguir. O histórico aponta para uma transferência de poder majoritariamente masculina.

Ao anunciar que Marianne Lake deixará o JPMorgan, acredite-se que não haja candidata surpresa para o posto. Lake se aposentará quando a função atual for repassada, após ser descartada da sucessão de Jamie Dimon. Jennifer Piepszak já havia sinalizado não querer concorrer anteriormente.

Esses desfechos ocorrem em meio a números que retrocedem no longo prazo. A presença de CEOs mulheres na Fortune 500 manteve-se em 11% por anos, e as nomeações no S&P 1500 caíram para 9% em 2025, abaixo de dois anos anteriores.

Dados e implicações

A queda acompanha uma mudança cultural nas empresas. Pesquisas recentes associam menor acesso a treinamento e apoio para mulheres em cargos de liderança, elevando o esgotamento e dificultando a busca por promoções.

Estudos apontam que conselhos com maior diversidade têm mais probabilidade de indicar mulheres para cargos de alta chefia. No entanto, a composição dos conselhos mostra queda de diversidade, com 60% de homens brancos ocupando cadeiras no S&P 500 neste ano, segundo ISS-Corporate.

Especialistas destacam que, em tempos de incerteza, executivos tendem a manter o status quo, o que favorece candidaturas já estabelecidas. A prática reduzida de apostar em diversidade é apontada como um entrave à ascensão de mulheres aos cargos de CEO.

Observações adicionais

O debate também envolve o que é considerado talento limitando o avanço feminino, mesmo diante de evidências de competência entre candidatas qualificadas. Economias de prudência e pressões por competitividade moldam a escolha de lideranças com perfis conhecidos.

A coluna é uma visão do autor e não reflete necessariamente a posição do conselho editorial. Beth Kowitt, colunista da Bloomberg Opinion, analisa o cenário corporativo dos EUA com foco em equidade e governança.

Fonte principal: Bloomberg Opinion.

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