- A partir de hoje, seis linhas do Entorno operadas pela Taguatur tiveram reajustes nas passagens, variando entre 2,8% e 13,59%; duas linhas tiveram queda: Novo Gama/Lago Azul–Gama de 3,80 para 3,40 reais e Novo Gama(Pedregal)/Gama de 3,65 para 3,40 reais.
- Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres, o último reajuste da Taguatur ocorreu em agosto de dois mil e vinte e três.
- Moradores que dependem do transporte para trabalhar no Distrito Federal relatam não ser apenas o preço, mas também problemas como superlotação, ônibus quebrados e longos tempos de espera, especialmente aos fins de semana.
- Os passageiros afirmam que o aumento não veio acompanhado de melhorias no serviço, com horários não cumpridos, falta de motoristas e cobradores e infraestrutura insuficiente.
- Trabalhadores dizem que a tarifa alta encarece o deslocamento diário e pode afetar a procura de empregos no Entorno, citando jornadas longas, desconforto e lotação constante.
Os novos preços das passagens de seis linhas do Entorno, operadas pela Taguatur, entram em vigor neste domingo. O reajuste varia de 2,8% a 13,59%. Duas linhas tiveram redução: Novo Gama/Lago Azul/Gama caiu de 3,80 para 3,40 reais e Novo Gama Pedregal/Gama caiu de 3,65 para 3,40 reais. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o último reajuste ocorreu quase há três anos, em agosto de 2023.
A medida afeta moradores que trabalham no Distrito Federal e dependem do transporte público. Além do peso do preço, há queixas sobre qualidade do serviço, com relatos de superlotação, veículos com defeitos e horários não cumpridos.
Impacto no dia a dia
Moradora do Novo Gama, Geusilene Lopes diz que a tarifa de 10,35 reais já impacta o orçamento, ressaltando que empregadores às vezes deixam de contratar moradores do Entorno pela passagem. Ela cita ônibus com desconforto, falhas técnicas e horários irregulares.
Diarista de 49 anos, Almira Alves, também aponta dificuldade. Ela trabalha no Plano Piloto em parte da semana e em Taguatinga em outras datas, destacando filas longas e viagens em condições desconfortáveis, com a passagem ainda alta para a qualidade percebida.
Autônomo de 22 anos, Danuzio Alencar, observa que o reajuste não afeta apenas as linhas com aumento, pois utiliza serviços de outras rotas para visitar o pai. Ele classifica o custo como elevado e a qualidade como insatisfatória.
Diarista de Santo Antônio do Descoberto, Antônia Rodrigues descreve a rotina como marcada por tentativas de embarque frustradas, lotação constante e repetidos problemas mecânicos. Ela afirma que a alta tarifa pode influenciar o mercado de trabalho local.
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