- CDP e DEEP ESG firmam parceria para ampliar o acesso de PMEs à divulgação de dados ambientais, com a DEEP ESG tornando-se Accredited Solutions Provider do CDP na América Latina.
- O acordo mira pequenas e médias empresas, que representam 97% do tecido empresarial brasileiro, facilitando gestão e reporte ESG.
- A DEEP ESG passa a apoiar inventários de emissões de gases de efeito estufa e a preparação para divulgação via CDP, seguindo metodologias globais da organização.
- Executivos destacam que a parceria simplifica a jornada ESG para PMEs, ampliando transparência para clientes, investidores e cadeias de suprimentos, com atualização do questionário do CDP para PMEs.
- A iniciativa envolve ações conjuntas de capacitação, comunicação e geração de conhecimento, fortalecendo práticas de sustentabilidade e a conformidade com regulações como CBAM e CSRD.
A CDP, organização global sem fins lucrativos que gerencia o único sistema independente de divulgação ambiental, firmou uma parceria com a DEEP ESG. Acordo divulgado nesta segunda-feira amplia a atuação da DEEP ESG como Accredited Solutions Provider (ASP) do CDP na América Latina. O foco é facilitar o acesso de PMEs a boas práticas de gestão e divulgação ambiental.
Pelo acordo, a DEEP ESG passa a apoiar empresas na elaboração de inventários de emissões de gases de efeito estufa, na estruturação de informações ambientais e na preparação para processos de divulgação conforme o CDP. A parceria une a metodologia reconhecida globalmente do CDP à experiência da DEEP ESG no segmento.
Segundo Carla Leal, diretora de Mercado do CDP para a América Latina, a transparência ambiental deixou de ser tarefa exclusiva das grandes empresas. Ela ressaltou que medir e gerenciar impactos é essencial para atender clientes, investidores e demais stakeholders. A parceria amplia a capacidade de apoio a PMEs na divulgação de dados ambientais.
Arthur Covatti, CEO da DEEP ESG, afirmou que o CDP funciona como um farol para orientar a jornada de sustentabilidade das PMEs atendidas. Ele disse que a meta é tornar o processo mais simples, rápido e com menor custo, acelerando a maturidade ESG dessas empresas.
A iniciativa fortalece também programas de engajamento de fornecedores promovidos pelo CDP, conectando grandes organizações a empresas menores. O momento é visto como oportuno, com a atualização recente do questionário do CDP para PMEs, incluindo novas métricas sobre florestas e segurança hídrica, além de uma pontuação A inédita para esse público.
Mudanças regulatórias e impacto no mercado
A parceria aponta para o crescimento de marcos regulatórios como o CBAM, CSRD e o mercado regulado de carbono. Segundo CDP e DEEP ESG, o amadurecimento dessas regras deve levar milhares de empresas brasileiras, incluindo fornecedoras de cadeias globais, a desenvolver inventários de emissões mais robustos e melhorar seus reportes nos próximos anos.
O acordo prevê ações conjuntas de capacitação, comunicação e geração de conhecimento para disseminar boas práticas de sustentabilidade em diversos setores. A expectativa é fortalecer a resiliência das cadeias de valor e contribuir para a transição brasileira a uma economia de baixo carbono.
Dados e contextos do CDP
O CDP afirma ter ajudado mais de 22,1 mil empresas e mais de mil cidades, estados e regiões a divulgar impactos ambientais em 2025. Instituições financeiras com expressivo peso dos ativos globais utilizam seus dados para orientar decisões de investimento e crédito. O órgão adota a norma ISSB IFRS S2 como referência.
Em junho de 2026, o CDP anunciou que passará a operar como duas organizações separadas: uma entidade comercial e a CDP Foundation, com transição prevista para seis meses.
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