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Chianti Classico mostra apelo duradouro e resistência da Riserva

Chianti Classico Riserva resiste a mudanças climáticas e safras voláteis; dois mil e vinte e três trouxe queda de produção e desafios de maturação, mantendo a categoria relevante

Castello di Querceto's Riserva is one of Michaela's top picks this year.
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  • Chianti Classico Riserva resiste às variações de safras, com renovação impulsionada pela nova geração e por propriedades históricas.
  • Sofia Ricasoli decidiu fazer Riserva sob seu rótulo Innesto, afirmando que é uma categoria mais histórica que Gran Selezione.
  • O maior desafio é a mudança climática; em 2023 houve redução de produção por oídio (peronospora), granizo e seca.
  • As Riservas de 2023 mostraram dificuldades de maturação e acidez volátil; poucas safras evoluídas, com destaques de regiões mais frias (Querceto, Volpaia, Castellaccio) e San Giusto a Rentennano como exceção que precisa de mais tempo na garrafa.
  • O vintange de 2022 é visto como mais estável que 2023, com destaques como L’Erta di Radda e Val delle Corti; herdadas referências como Castello di Monsanto (2022), Badia a Coltibuono (2021) e Castell’in Villa (2020) mantêm a reputação.

O Chianti Classico Riserva segue ganhando fôlego. O segmentode meio da denominação, entre os vinhos de entrada e os Gran Selezione, recebe nova vida com geração jovem e estates históricas mantendo a defesa do estilo. A Riserva convive com mudanças de safra e clima, mantendo relevância no portfólio regional.

A coronha histórica do Riserva ganhou destaque com Innesto, rótulo de Sofia Ricasoli, 33ª geração da família. Lançado com a safra 2021, o projeto remete às raízes e ao retorno às origens, sem abandonar o olhar para o futuro.

Desafios e impactos climáticos

Mesmo diante de desafios amplos da indústria, Ricasoli aponta o maior obstáculo como o mudança climática, acima de condições de mercado. Em 2023, houve queda expressiva de produção por oídio, granizo e seca.

No entanto, alguns produtores enfrentaram cenários difíceis. O estate Monte Bernardi registrou perda de até 80% das uvas, levando a uma consolidação de vinhos que costumavam vir em três bottlings distintos em uma única Riserva.

As Riservas de 2023 mostraram firmes sinais de ruptura de maturação e volatilidade acídua. Diversos exemplos já evoluíram cedo demais, questionando a definição de Riserva.

Onde o paladar aponta

Entre as famílias que se destacam pela frescura e altitude, sobressaem Castello di Querceto (Greve), Castello di Volpaia (Radda) e Castellaccio, Lama dei Cortacci, acima de Lamole a 700 metros. Sugere-se consumo nos próximos 5 a 8 anos.

San Giusto a Rentennano, com Le Baròncole, permanece como exceção, exigindo mais tempo de guarda em garrafa para atingir plena expressão. Os tintos dessas casas costumam manter boa evolução com o tempo.

Destaques e próximos passos

A safra 2022 é vista como mais estável que 2023, com safras divulgadas recentemente e outras chegando. L’Erta di Radda e Val delle Corti são citadas como destaques, com Podere Ferrale surgindo como nome promissor.

Estes desempenhos acompanham a atuação contínua de referências clássicas do Chianti Classico, como Castello di Monsanto, Badia a Coltibuono e Castell’in Villa, que seguem mantendo reputação sólida.

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