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Como o iFood atingiu R$ 10 bilhões investindo em negócios além do delivery

iFood fecha dois mil e vinte e seis com receita de R$ 10,1 bilhões, um terço vinda de serviços além do delivery, impulsionados pelo iFood Pago e novas categorias

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  • iFood fechou o ano fiscal de 2026 com receita líquida de R$ 10,1 bilhões, alta de 29%, ampliando receita de negócios fora da entrega para um terço do total.
  • O volume transacionado no período foi de R$ 150 bilhões, crescimento de 57% em relação ao ano anterior; o EBITDA atingiu R$ 2,2 bilhões, aumento de 43%.
  • O iFood Pago responde por cerca de um quarto da receita do ecossistema, atende mais de 166 mil contas ativas e movimenta R$ 4 bilhões por mês.
  • Além do delivery, a empresa avançou em categorias como mercado, farmácia, bebidas, conveniência, pet shop e software para restaurantes, considerado com potencial de receita equivalente ou superior ao delivery.
  • O Hits, com refeições a partir de R$ 15 e entrega gratuita, representa menos de 10% dos pedidos, mas amplia o mercado endereçável; o Turbo, entregas em até 20 minutos, também receberá investimentos em 2027.

O iFood encerrou o ano fiscal de 2026 com receita líquida de 10,1 bilhões de reais, alta de 29%. Pela primeira vez, um terço do faturamento vem de negócios além do delivery, como crédito, software de gestão, supermercado e farmácia.

O crescimento ocorreu em um cenário de maior competição no setor. A empresa ampliou a atuação de serviços financeiros e de categorias para além da entrega de refeições, buscando diversificar fontes de receita.

No período, o volume transacionado atingiu 150 bilhões de reais, avanço de 57%. O EBITDA ficou em 2,2 bilhões, com expansão de 43%. O iFood aponta que o ecossistema já entrega valor por meio de diversas verticais.

O iFood Pago já representa cerca de um quarto da receita do ecossistema, com mais de 166 mil contas ativas e movimentando 4 bilhões de reais por mês. A carteira oferece conta digital, antecipação de recebíveis e crédito para restaurantes.

A visão da empresa é que crédito é um negócio de risco controlado, evoluindo de forma paulatina para ganhar escala. Ao lado disso, o portfólio de categorias inclui supermercado, farmácia, bebidas, conveniência, pet shop e software para restaurantes.

A companhia estima atuar em um mercado endereçável superior a 500 bilhões de reais por ano, considerando todas as verticais agregadas. O objetivo é ampliar o tamanho do mercado de delivery por meio de iniciativas como Hits e Turbo.

O Hits, lançado nacionalmente no ano passado, reúne refeições a partir de 15 reais com entrega gratuita. Segundo a gestão, o produto representa menos de 10% dos pedidos, mas amplia o mercado potencial em pelo menos 25%.

O Turbo oferece entregas em até 20 minutos para diversos segmentos, incluindo mercado e farmácia. Essas frentes devem receber investimentos acelerados no ano fiscal de 2027, com o objetivo de manter o ritmo de crescimento.

Os resultados chegam em meio à entrada de novos players no setor, como 99Food e a operação da Meituan no Brasil. Ainda assim, pesquisas indicam liderança do iFood, com forte penetração entre consumidores e expansão do ecossistema.

Especialistas destacam que a diferenciação soma serviços para restaurantes e ampliação de opções para os consumidores. A liderança do iFood passa pela inovação constante e pela integração entre delivery, serviços financeiros e IA.

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