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Despesa deve voltar a ficar perto de 19% do PIB no 2º semestre, diz secretário do Tesouro

Despesa do governo deve recuar para perto de 19% do PIB no 2º semestre, diz secretário do Tesouro, com estabilização esperada e impacto de precatórios e INSS

Secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal — Foto: Foto: Gabriel Reis/ Valor
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  • Em maio, a despesa total em proporção do PIB chegou a 19,6% no acumulado em 12 meses, segundo o Relatório do Tesouro Nacional (RTN).
  • O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, afirmou que a tendência é de recuo no segundo semestre, voltando a patamar próximo de 19% ou abaixo.
  • Despesas com benefícios previdenciários somaram R$ 493,883 bilhões de janeiro a maio, ante R$ 451,225 bilhões no mesmo período de 2024, alta de R$ 42,658 bilhões.
  • Despesas discricionárias tiveram alta de 58,8% de janeiro a maio, totalizando R$ 94,409 bilhões, puxadas pela maior execução de emendas impositivas (65% ainda a gastar no primeiro semestre).
  • O governo mantém a meta de superávit primário de 0,25% do PIB neste ano.

O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, afirmou que a despesa pública deve recuar no segundo semestre, voltando a ficar perto de 19% do PIB, possivelmente abaixo desse patamar, mantendo-se contida. A previsão acompanha o lançamento do Relatório do Tesouro Nacional (RTN) desta segunda-feira.

No mês de maio, a despesa total em relação ao PIB ficou em 19,6% no acumulado de 12 meses, segundo o RTN. O responsável pela pasta informou que o crescimento recente está ligado a pagamentos de precatórios e ao esforço para reduzir a fila do INSS, não devendo se repetir no mesmo ritmo ao longo do ano.

Despesas com benefícios previdenciários tiveram alta de 9,5% de janeiro a maio, frente ao mesmo período de 2025. O valor somou R$ 493,883 bilhões, contra R$ 451,225 bilhões no ano anterior. A diferença foi de R$ 42,658 bilhões.

As despesas discricionárias registraram alta de 58,8% entre janeiro e maio, na comparação anual. No período, atingiram R$ 94,409 bilhões, ante R$ 59,444 bilhões em 2025. Leal atribuiu o aumento à maior execução das emendas impositivas, com 65% delas ainda por ser executadas no primeiro semestre, por ser ano eleitoral.

O relatório aponta ainda que a previsão de resultados primários continua a indicar superávit de 0,25% do PIB neste ano, mesmo com a elevação de gastos em áreas discricionárias e previdenciárias. O Tesouro disse manter o foco na sustentabilidade fiscal ao longo do ajuste esperado para a segunda metade do ano.

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