- Relatório da PwC e do Urban Land Institute aponta crescimento de empreendimentos de uso misto no mercado imobiliário global, que integram moradia, trabalho, varejo e espaços de convivência.
- Esse formato deixa de ser apenas um tipo de projeto e passa a representar uma estratégia de geração de valor, estimulando atividade econômica e circulação de pessoas no território.
- Dados europeus mostram que ativos ligados ao viver — incluindo residências, habitação para idosos e saúde — responderam por 18% das transações imobiliárias em 2025, com foco em serviços embutidos e experiência do usuário.
- Estudo da DLR Group reforça a incorporação de referências da hospitalidade em projetos de uso misto, com espaços compartilhados e ambientes multifuncionais.
- No Brasil, a Porte Engenharia e Urbanismo atua no Eixo Platina em São Paulo, desenvolvendo empreendimentos que unem usos residencial, corporativo, comercial e de lazer, com ênfase em reduzir deslocamentos e ampliar conectividade.
O mercado imobiliário global está migrando de ativos isolados para empreendimentos que concentram múltiplas funções urbanas, capazes de atender a demandas demográficas, tecnológicas e de comportamento. A tendência aparece no relatório 2026 Global Outlook: Emerging Trends in Real Estate, conjunto entre PwC e ULI, que aponta mudanças no perfil dos ativos mais estratégicos para o próximo ciclo do setor.
Segundo o estudo, os projetos de uso misto passam a atuar como estruturas urbanas híbridas, integrando moradia, trabalho, varejo e espaços de convivência. A convergência de usos deixa de ser apenas uma característica de projeto e se transforma em estratégia de geração de valor para cidades, estimulando atividade econômica e circulação de pessoas.
Dados e impactos na Europa
As informações indicam crescimento de ativos voltados ao viver, que reúnem residências, habitação para idosos, moradia estudantil e ativos de saúde, responsáveis por 18% das transações imobiliárias na Europa em 2025. A tendência reforça a importância de serviços embarcados, experiência do usuário e adaptação dos empreendimentos às novas dinâmicas urbanas, como mobilidade e novos centros de negócio.
A visão de design para uso misto
Estudos especializados destacam que projetos de uso misto incorporam referências da hospitalidade, com espaços compartilhados, serviços concentrados no próprio equipamento e ambientes multifuncionais. Essa evolução acompanha a expectativa de usuários por ativos mais completos e funcionais, que vão além da simples função imobiliária.
Reutilização adaptativa e ativação urbana
A reutilização adaptativa surge como estratégia para enfrentar o adensamento urbano, transformando áreas ou edifícios subutilizados. O varejo em empreendimentos de uso misto atua como gerador de convivência e ativação urbana, com foco em criação de lugar, permanência e integração com o entorno.
Mobilidade e integração regional
Especialistas destacam que cidades investem em ecossistemas urbanos de uso misto, reduzindo deslocamentos quando diferentes funções se concentram na mesma região. A mobilidade é tratada como elemento-chave para ampliar conectividade e facilitar o cotidiano dos habitantes.
Casos no Brasil: Porte em São Paulo
No Brasil, a Porte Engenharia e Urbanismo lidera a implementação de uso misto no Eixo Platina em São Paulo, com projetos como Geon 652, Crona 665, Platina 220, Almagah 227, Metria 624, Urman São Paulo e o Espaço Japi. Esses empreendimentos integram residencial, corporativo, comercial, serviços e lazer, em um único território.
Metodologia e planejamento urbano
A Porte fundamenta os projetos em estudos da área de Ciência Urbana que analisam demandas regionais e acompanham a dinâmica territorial. O objetivo é articular uma ocupação da cidade que reduza deslocamentos diários e amplie o impacto na mobilidade local.
Visão de liderança da Porte
Mila Soares, diretora de Incorporação e Novos Negócios da Porte, afirma que a proximidade entre atividades cotidianas ganha valorização. Segundo ela, empreendimentos com usos integrados influenciam escolhas de usuários e investidores, ampliando a conveniência e o valor percebido dos projetos.
Sustentabilidade como eixo estratégico
Os estudos destacam a sustentabilidade e a conectividade como pilares estruturantes, com ênfase na pedestralização, multimodalidade e eficiência operacional. A narrativa de valor tende a se firmar ao longo do tempo, à medida que esses elementos são incorporados de forma estrutural aos ativos.
Conclusão da tendência
Os dados indicam que o movimento pelo uso misto não é uma moda passageira, mas parte de uma reconfiguração ampla do papel dos empreendimentos no território urbano, considerando função, experiência e integração com a cidade.
Fontes e referências
As informações remetem ao relatório conjunto da PwC e ULI sobre tendências imobiliárias globais e a análises de especialistas da área de design de uso misto, além de estudos da Porte sobre planejamento urbano em São Paulo.
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