- Segundo levantamento da Amcham Brasil, 76% das empresas brasileiras já implantaram práticas sustentáveis no dia a dia; 72% passaram a integrar a sustentabilidade ao planejamento estratégico.
- A sustentabilidade passa a influenciar o posicionamento das marcas e há busca por soluções que une qualidade, durabilidade e menor impacto ambiental.
- A Certificação Empresa B, criada pelo B Lab e representada no Brasil pelo Sistema B, valida padrões de desempenho social, ambiental, transparência e responsabilidade.
- A partir de 2026, a Certificação B passa a adotar padrões obrigatórios distribuídos em sete áreas de impacto, como governança, ação climática, direitos humanos, trabalho justo, diversidade e inclusão.
- Empresas com alto desempenho em ESG atraem capital consciente e a agenda molda decisões estratégicas, investimentos e políticas públicas.
ESG representa uma inovação no mundo dos negócios, mas o desafio real é integrá-la de forma autêntica à estratégia e à cultura empresarial. A adoção não pode ser apenas adesão pontual, precisa traduzir-se em prática diária das organizações.
Um levantamento da Amcham Brasil aponta que 76% das empresas brasileiras já implantaram práticas sustentáveis no cotidiano e 72% incorporaram a sustentabilidade ao planejamento estratégico. O impacto se evidencia no posicionamento de marcas e no relacionamento com o público.
A busca por soluções que unam qualidade, durabilidade e menor impacto ambiental ganha impulso diante de consumidores mais atentos e de investidores que cobram indicadores concretos de ESG. A cadeia de valor passa a ser alvo de análises para reduzir impactos.
Vininha F. Carvalho, economista e editora da Revista Ecotour News & Negócios, ressalta que empresas de diversos setores avaliam a cadeia operacional para reduzir feitos ambientais. A gestão passa a abranger governança, riscos e cadeia de fornecedores.
Segundo Eliana Camejo, vice-presidente da Sustentalli, a procura por certificações é positiva, mas não substitui o planejamento estratégico. A certificação precisa acompanhar governança, indicadores e evidências, para evitar comunicação sem embasamento.
Certificação B: mudanças a partir de 2026
A Certificação de Empresa B, concedida pelo B Lab e representada no Brasil pelo Sistema B, passa por mudanças que elevam o nível de exigência. Os novos padrões deixam de depender apenas de uma pontuação e impõem requisitos obrigatórios em sete áreas de impacto.
Entre os temas avaliados estão governança de partes interessadas, ação climática, direitos humanos, trabalho justo, justiça, diversidade e inclusão, governança pública e gestão ambiental. A transição impacta médias e grandes empresas.
A adoção de padrões globais busca maior consistência na avaliação de ESG, recomendando que organizações adotem governança sólida, políticas claras e evidências verificáveis. A certificação continua sendo vista como vantagem competitiva quando bem integrada.
Empresas com alto desempenho ESG tendem a atrair capital consciente, incluindo fundos de impacto e investidores institucionais, que buscam gestão estável e baixo risco. A agenda ESG passa a moldar decisões estratégicas, investimentos e políticas públicas.
Vininha F. Carvalho acrescenta que a agenda é uma ferramenta para entender se a empresa está preparada para o futuro, além de influenciar o comportamento do consumidor e decisões de negócio. A certificação reforça, não substitui, a boa governança.
Fonte: Revista Ecotour News & Negócios; Amcham Brasil.
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