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Expansão de painéis solares testa a rede elétrica durante jogo do Brasil

Geração distribuída pressiona a rede durante o jogo do Brasil, com cortes controlados e busca por baterias para equilibrar oferta e demanda

(Fonte: ONS)
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  • Nesta segunda-feira, o Brasil enfrenta a Copa do Mundo com o jogo contra o Japão às 14h, testando a estabilidade da rede diante da expansão da geração distribuída de energia solar.
  • A geração distribuída já representa quase 20% da capacidade instalada, majoritariamente painéis em telhados, fora do controle direto do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
  • Se houver desequilíbrio entre oferta e demanda, há risco de instabilidade ou apagão, especialmente com a demanda recebendo a queda durante o jogo.
  • Em 2025, cortes obrigatórios na geração renovável atingiram parques eólicos e solares, estimados em cerca de 6,5 bilhões de reais, e a Atlas Renewable Energy suspendeu investimentos de US$ 1 bilhão por falta de clareza.
  • Entre as alternativas em avaliação estão baterias de armazenamento e maior exportação de energia para países vizinhos, com esforços para criar segurança técnica e jurídica para enfrentar o curtailment (redução controlada da geração).

A partida entre Brasil e Japão, às 14h, testa a capacidade da rede elétrica brasileira diante da expansão da geração distribuída. ONS precisa manter o sistema estável enquanto a demanda muda com a torcida assistindo ao jogo em casa e em locais públicos.

A geração distribuída já representa quase 20% da capacidade instalada do país, principalmente por painéis solares em telhados. A produção é fortemente influenciada pela incidência solar e fica fora do controle direto do ONS.

O desafio ocorre em meio à expectativa de queda na demanda durante o evento, com fábricas, escritórios e comércios reduzindo atividades. Dados de 2022 indicam consumo 15% abaixo da média quando o Brasil jogou.

A expansão dessas fontes renováveis de geração variável impõe riscos operacionais, especialmente em horários de menor consumo e alta geração. O ONS pode precisar de cortes controlados para evitar desequilíbrios.

O cenário remete a episódios anteriores de instabilidade. Ospissos de 2025 na Península Ibérica mostraram impactos práticos de falhas de equilíbrio, reforçando a atenção a esse processo no Brasil.

A capacidade de resposta envolve medidas como curtailment, ou redução voluntária da geração, quando a demanda não acompanha a energia disponível. Grandes usinas com controle ficam em prioridade.

A transição energética brasileira ganhou impacto financeiro: em 2025, cortes obrigatórios atingiram parques eólicos e solares, elevando custos para investidores e para o setor privado de geração distribuída.

Há alertas sobre a atratividade de novos investimentos. Empresas de geração distribuída relatam cautela diante de incertezas regulatórias e de soluções para curtailment, segundo a ABRACE e a ABGD.

Segundo a ABGD, existem cerca de 4 milhões de unidades de geração distribuída operando no país, com aproximadamente 90% em telhados residenciais e comerciais, beneficiando cerca de 21 milhões de pessoas.

A ABGD destaca que o armazenamento por baterias é a solução mais eficiente para reduzir o peso sobre a rede, permitindo armazenar excedentes para venda em horários de maior demanda.

Essa abordagem voltada a baterias está sendo discutida pela Aneel e pelo Ministério de Minas e Energia, com propostas para ampliar exportação de eletricidade aos vizinhos, e ajustar o arcabouço técnico e jurídico.

Em maio, o ministro Alexandre Silveira indicou que avanços são necessários para oferecer segurança às soluções propostas, especialmente para equilibrar o sistema durante a expansão da geração distribuída.

Christino Áureo, da ABGD, reforçou que a solução futura passa pela integração de baterias, destacando a necessidade de clareza regulatória para viabilizar o equilíbrio do sistema elétrico.

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