- O Lombard Odier, banco suíço de 230 anos, tem cinco anos de presença no Brasil e figura entre os 10 maiores mercados da instituição.
- A operação brasileira foca exclusivamente em gestão de patrimônio, com estrutura enxuta e crescimento gradual, em linha com a estratégia de longo prazo.
- A instituição não divulga números, mas afirma crescimento de dois dígitos por ano no Brasil em gestão de patrimônio e receitas.
- O executivo Marc Braendlin destaca que o Brasil é volátil e possui ciclos, mas o banco busca equilíbrio e maturidade desde a entrada física no país, em 2021.
- O banco aposta em atuação internacional e diversificação de carteiras, com serviço de consultoria desde o ano passado e cobrança baseada em taxa fixa sobre o patrimônio.
O Lombard Odier, banco suíço com 230 anos de atuação, ampliou sua presença no Brasil nos últimos cinco anos, mantendo foco exclusivo em gestão de patrimônio. A instituição não divulga números, mas afirma crescer dois dígitos anuais no país.
A empresa chegou ao Brasil de forma gradual, com operação local desde 2021, embora já desenvolvesse negócios no país há cerca de oito décadas. Sua estratégia privilegia uma operação enxuta, com prudência para crescer ao longo do tempo.
O diferencial do lombard Odier está na atuação internacional, com investimentos no exterior como pilar estratégico. O banco considera ver espaço para competir em um nicho de gestão que inclua carteiras globais dos clientes brasileiros.
Internacionalização
Marc Braendlin, diretor para a América Latina, afirma que o Brasil é um mercado volátil e sujeito a ciclos, mas que a visão é de longo prazo. A instituição aposta na especialização internacional para ampliar o portfólio de clientes no país.
Rogério Zanin, diretor no Brasil, destaca que o país em crescimento oferece oportunidades distintas de mercados maduros. A saída de concorrentes no Brasil nos últimos anos, como Schroders e Julius Baer, é positiva para ampliar o espaço de atuação.
Para Braendlin, o foco está em investimentos no exterior como vantagem competitiva. Ele aponta que poucos players estão bem posicionados nesse segmento e que a empresa se vê preparada para competir.
Dólar e diversificação
A instituição observa que a desvalorização do dólar frente ao real até 26 de junho abriu oportunidades para aplicações no exterior. O momento é visto como favorable para diversificação de portfólio entre moedas fortes.
Zanin aponta que, com o real em maturação, é possível atender famílias com patrimônio expressivo por meio de uma carteira que combine ativos domésticos e internacionais. O objetivo é oferecer uma gama de aplicações em várias moedas, com foco no equilíbrio de risco.
O banco destaca que não possui produtos com conflitos de interesse e adota uma cobrança baseada em taxa fixa sobre o patrimônio. A consultoria chegou a oferecer serviços no Brasil apenas no ano passado, buscando alinhamento entre portfólio local e global.
Perspectiva de atuação
O Lombard Odier enfatiza que o crescimento no Brasil deve ocorrer de forma gradual, mantendo a prudência como prática central. A instituição busca atender famílias com patrimônio elevado, oferecendo soluções que integrem aplicações no exterior com o mercado local.
A estratégia brasileira exclui apostas de curto prazo, priorizando a gestão de patrimônio como maratona de longo prazo. O objetivo é consolidar o Brasil como mercado estratégico, diante de seu tamanho e dinamismo econômico.
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