- Jason Lemkin afirma que, para conquistar grandes ganhos no setor, é preciso equipes pequenas, trabalho presencial e jornadas mais longas, destacando que não se ganha muito trabalhando 18 horas por semana.
- O investidor disse que, embora haja quem seja produtivo remotamente, o home office traz várias distrações e não é sustentável no longo prazo.
- Lemkin reforçou que, nas empresas que lhe interessam, não há espaço para quem quer trabalhar apenas 20 horas por semana de casa.
- O comentário faz parte de uma discussão no podcast 20VC, alinhando-se a críticas já feitas pelo CEO da Flexport, Ryan Petersen, sobre o chamado “fraude do trabalho remoto”.
- Segundo Lemkin, startups ganham ritmo com equipes enxutas e altamente recompensadas, trabalhando no escritório mais de seis dias por semana, em meio a uma possível relação com o avanço da inteligência artificial.
Jason Lemkin, investidor e empreendedor conhecido no Vale do Silício como o “padrinho do SaaS”, defende que o setor exige formatos de trabalho mais restritos para alcançar altos ganhos. Em entrevista recente, ele argumentou que horários flexíveis não costumam gerar grandes retornos no universo das startups.
O empresário, fundador da SaaStr, afirmou que, na prática, equipes menores precisam estar presencialmente ativas e com jornadas de trabalho mais intensas para manter a competitividade. Segundo ele, empresas que desejam liderar o mercado não devem apostar em remote work (trabalho remoto) prolongado.
O que Jungula está em jogo
Lemkin citou exemplos de empresas que considera com dificuldades de adaptação ao ritmo atual do ecossistema. Em sua visão, as companhias devem privilegiar equipes enxutas, remuneração elevada e atuação consistente no escritório, ao menos por parte da maior parte da semana.
O investidor afirmou que não investiria em modelos que permitam semanas de trabalho reduzidas. A análise vai além de empatia: ele aponta que esse formato tende a falhar no longo prazo, segundo a sua experiência com startups no setor de tecnologia.
Implicações para o cenário tecnológico
O argumento de Lemkin dialoga com declarações de outros executivos do setor, que já discutem o papel do trabalho remoto frente à necessidade de rápida adaptação. A ideia de equipes menores tende a influenciar decisões de recrutamento, remuneração e estrutura organizacional.
Para Lemkin, o avanço da inteligência artificial reforça a tendência de reduzir burocracias e acelerar mudanças. A visão dele é de que não há espaço para modelos intermediários, com escolhas claras entre ganhos de participação acionária ou salários elevados em tempo integral.
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