- O IGP-M caiu 0,50% em junho; em maio a taxa havia sido de 0,84%.
- Com o resultado, o índice acumula alta de 3,27% no ano e de 3,16% em 12 meses.
- Economista da Fundação Getulio Vargas aponta que a convergência de preços de commodities, como petróleo, ajudou o IPA a recuar 0,97%.
- Parte da redução de preços ao produtor tem sido repassada ao consumidor, com quedas em gasolina, etanol e café em pó.
- Outros indicadores da FGV em junho: IPA −0,97%; IPC +0,47%; INCC +0,85%, com Materiais e Equipamentos em +0,86%, Serviços em +0,28% e Mão de Obra em +0,91%.
O IGP-M caiu 0,50% em junho, impactado pela queda do petróleo. O dado foi divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira, 29 de junho. O índice é usado para reajustar contratos de aluguel, configurando a inflação do aluguel.
Com o recuo, o IGP-M acumula alta de 3,27% no ano e 3,16% em 12 meses. Em junho de 2025, houve queda de 1,67% e alta de 4,39% em 12 meses, segundo a FGV.
Segundo o economista Matheus Dias, do FGV IBRE, a convergência dos preços de commodities, como o petróleo, aos patamares pré-guerra de Ormuz explica parte da queda do IPA. A influência se reflete no IGP-M.
No segmento agrícola, Dias aponta perspectiva de impactos positivos para safras, mesmo com o El Niño e choques de insumos. Isso contribui para a queda de preço de cana-de-açúcar e café em grãos.
Parte da redução nos preços ao produtor tem se repassado aos consumidores, com recuos em gasolina, etanol e café em pó, aponta o estudo da FGV. O efeito varia conforme a cadeia produtiva.
Desempenho dos demais indicadores da FGV em junho
O IPA caiu 0,97% em junho, após alta de 0,91% em maio, sinalizando reversão de trajetória. O IPC subiu 0,47%, em desaceleração frente os 0,61% de maio. O INCC avançou 0,85%, frente a 0,77% no mês anterior.
Entre os componentes do INCC, materiais e equipamentos recuaram de 1,08% para 0,86%. Serviços passaram de 0,50% para 0,28%. Já mão de obra subiu de 0,43% para 0,91%.
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