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Lindt tem pior trimestre em 17 anos na bolsa por alta do cacau

Lindt enfrenta o pior trimestre em dezessete anos na bolsa, com margens pressionadas pela alta do cacau e recuo de volumes por preços elevados

Los chocolates de Pascua de Lindt.
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  • Lindt enfrenta o pior trimestre em dezessete anos, com ações em queda e recuo de volumes.
  • A empresa repassa aos preços o aumento dos custos do cacau, que fez as vendas ficarem mais caras para o consumidor.
  • Em março, a Lindt reduziu a previsão de crescimento de vendas para 2026, de 6–8% para 4–6%.
  • No contexto, o preço do cacau caiu próximo de cinquenta por cento desde o pico de 2024, mas houve alta recente por expectativas sobre safras futuras.
  • Analistas divergem: alguns apontam necessidade de cortes adicionais de preço para recuperar competitividade; há cautela sobre o desempenho no curto prazo.

Lindt & Sprüngli enfrenta o pior trimestre em 17 anos na bolsa, pressionada pela alta do cacau. A empresa suíça elevou preços para repassar custos, mas os volumes foram impactados, reduzindo margens e espalhando dúvidas sobre a recuperação de demanda.

As ações acumulam recuo de cerca de 15% desde o fim de março, mesmo após recente rebound a partir de mínimas de quatro anos. A companhia já havia cortado suas projeções de vendas para 2026, citando o encarecimento do cacau e impactos no transporte e embalagem provocados por tensões geopolíticas.

Desempenho financeiro e perspectivas

O ajuste de preço, que chegou a quase 20% no ano anterior, atingiu o segmento premium da Lindt, levando a uma desaceleração de volumes. Em março, a projeção de crescimento de vendas para 2026 foi reduzida de 6–8% para 4–6%.

Analistas destacam que a elevação de preços não garante recuperação imediata de demanda, especialmente entre consumidores europeus. O retorno aos níveis anteriores de vendas depende da normalização dos preços do cacau e da confiança do consumidor.

Cenário de mercado e opiniões de especialistas

Mercados operaram com volatilidade: futuros do cacau recuaram cerca de 60% desde o pico de 2024, mas tiveram a maior alta semanal desde 2020 na semana passada, com foco na safra futura. Ações de concorrentes também enfrentam quedas e ajustes de guidance.

Analistas apontam que Lindt pode precisar de novas reduções de preços para reconquistar competitividade. Há riscos de compressão de múltiplos caso o desempenho do primeiro semestre se confirme frágil. Em meio a isso, a empresa mantém estratégia de longo prazo de aprovisionamento e pretende reduzir algumas altas regionais de preço a partir de 2026.

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