- O Índice de Confiança do Consumidor no Brasil subiu 0,6 ponto em junho, para 53,0 pontos, mantendo o campo positivo.
- Mesmo com atritos macroeconômicos de curto prazo, como inflação, juros e oscilações no mercado, o país mostra estabilidade no curto prazo.
- A Ipsos aponta que o excesso de cobertura midiática, incluindo casos de violência e corrupção, pode desviar o foco dos fundamentos econômicos e gerar variações no humor do consumidor.
- A percepção de que o Brasil está na direção certa atingiu 42%, subindo 3 pontos percentuais em relação a maio.
- Globalmente, Índia lidera com 63,8 pontos; o Brasil fica em quinto lugar, enquanto Estados Unidos caiu para 49,1 pontos e a Argentina caiu para 37,4, na penúltima posição.
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) registrou em junho um incremento de 0,6 ponto no Brasil, chegando a 53,0 pontos. A divulgação ocorreu nesta segunda-feira, 29, pela Ipsos. O resultado indica mantimento do campo positivo e sugere um piso de sustentação no curto prazo.
Apesar do avanço, o cenário doméstico segue cercado por atritos macroeconômicos de curto prazo. Reformas de inflação, discussões sobre a taxa Selic e oscilações no mercado de ações aparecem como frentes de incerteza para a economia real, o que contrasta com a leitura de confiança do consumidor.
A Ipsos aponta que o descolamento entre o humor do varejo e a percepção de confiança decorre da intensa exposição a notícias. Escândalos corporativos, como casos envolvendo o Banco Master, e a cobertura de violência alimentam um “ruído” que, para a pesquisa, tende a influenciar as sensações dos brasileiros mais do que os fundamentos econômicos.
A percepção de que o Brasil caminha na direção certa atingiu 42% neste mês, alta de 3 pontos percentuais frente a maio e 5 pontos percentuais na comparação anual. Ainda assim, crimes e violência (47%) e corrupção (39%) seguem entre as principais preocupações do público.
Cenário global
Globalmente, o ICC caiu para 47,9 pontos, com quedas mais expressivas no ritmo de alguns países. Nos Estados Unidos, o índice recuou para 49,1 pontos (-0,5), mantendo o campo de pessimismo. A Argentina registrou queda ainda maior, para 37,4 pontos, penúltima posição entre 30 países.
A Índia lidera o ranking mundial, com 63,8 pontos. O Brasil permanece na quinta posição entre os países com maior otimismo em relação à própria economia.
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