- O seguro prestamista quita ou suspende parcelas de empréstimos em casos como desemprego involuntário, incapacidade temporária, invalidez ou morte; estudo da 180 Seguros analisa 300 mil segurados.
- 92% dos segurados recebem até dois salários mínimos por mês; 52% ganham até um salário e 40% ficam entre um e dois salários.
- 73% têm até 34 anos, sendo 35% com menos de 25; a maioria das contratações está no Sudeste (55%).
- O levantamento ocorre em meio a alto endividamento no país, com mais de 80 milhões de pessoas inadimplentes, segundo a Serasa.
- Perfil dos segurados: 59% homens e 41% mulheres; setores com mais segurados são comércio e reparação de veículos (25%), serviços administrativos (20%), indústria de transformação (15%), construção civil (9%) e alojamento e alimentação (8%).
O seguro prestamista, modalidade que quita ou suspende dívidas em casos como desemprego, invalidez ou morte, é contratado principalmente por jovens trabalhadores de baixa renda. Levantamento da 180 Seguros mostra esse perfil entre os seus segurados.
A pesquisa analisou 300 mil segurados da empresa. Nove em cada dez recebem até dois salários mínimos mensais. Desses, 52% ganham até um salário e 40% têm renda entre um e dois salários.
Além disso, 73% têm até 34 anos; 35% possuem menos de 25. A maior concentração de contratações fica na região Sudeste, com 55%.
O estudo ocorre em meio a elevado endividamento no Brasil. Segundo a Serasa, o país tem mais de 80 milhões de pessoas inadimplentes.
O que é o seguro prestamista?
O seguro prestamista acompanha operações de crédito, como empréstimos, financiamentos e crediários. Sua função é cobrir total ou parcialmente a dívida quando o segurado enfrenta eventos previstos no contrato.
As coberturas costumam incluir morte, invalidez permanente, incapacidade temporária e desemprego involuntário. Conforme a apólice, o seguro pode quitar o saldo devedor ou pagar parte das parcelas por um período.
A 180 Seguros diz que o produto atende principalmente consumidores com menor capacidade de absorver perdas de renda. Dados indicam maior presença de homens (59%), com mulheres correspondendo a 41%.
Entre os setores, o maior contingente atua no comércio e reparação de veículos (25%), seguido por serviços administrativos (20%), indústria de transformação (15%), construção civil (9%) e alojamento e alimentação (8%).
Para o CEO Mauro Levi D’Ancona, a presença de jovens adultos indica mudança de comportamento financeiro. Ele aponta que a geração entra no crédito mais cedo e busca proteção para não perder o controle em imprevistos.
Ainda assim, o executivo afirma que o produto é pouco conhecido pelo público. Parte relevante das pessoas que mais precisam não sabe da existência ou do funcionamento do seguro, ressaltando a necessidade de ampliar o conhecimento sobre o serviço.
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