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Petrobras lidera ranking de LatAm em Wall Street após superar Mercado Livre

Petrobras lidera ranking na Wall Street após alta de commodities, com geração de caixa e dividendos impulsionando valor de mercado

Signage at the Petroleo Brasileiro SA (Petrobras) Paulinia Replan Refinery in Paulinia, Sao Paulo state, Brazil, on Wednesday, March 4, 2026. Petrobras' fourth quarter results are expected to get a boost from production levels, which remained in line with the records seen in the third quarter, analysts say. Photographer: Maira Erlich/Bloomberg
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  • Petrobras passou Mercado Livre e tornou-se a maior empresa latino‑americana por valor de mercado na Wall Street, acima de US$ 101 bilhões, com Itaú Unibanco, América Móvil e Vale ganhando posição.
  • Mercado Livre e Nu Holdings perderam terreno no ranking, enquanto Itaú subiu a cerca de US$ 91 bilhões, impulsionando a reordenação.
  • A movimentação reflete preferência de investidores por empresas com geração de caixa e dividendos, não apenas pelo desempenho em digitais.
  • Analistas do JPMorgan destacam a tese de investimento na Petrobras, baseada na produção de pré‑sal, em expansão de caixa e em disciplina de dividendos; recomendação de sobreponderação permanece.
  • A Vale também teve retorno positivo no ranking devido à demanda por commodities; Ambev e América Móvil aparecem entre as companhias com boa posição, reforçando o peso de setores tradicionais.

A Petrobras passou a liderar o ranking regional de empresas latino‑americanas mais valiosas na Wall Street, substituindo o Mercado Livre. A mudança ocorreu no primeiro semestre, impulsionada pela alta das commodities e pela busca de empresas com geração de caixa e dividendos.

A Commodities em alta beneficiou Petrobras, Itaú Unibanco, Vale e América Móvil, que ganharam posições. Mercado Livre e Nu Holdings recuaram no ranking, não por piora estrutural, mas pela preferência dos investidores por empresas tradicionais com disciplina de capital.

De acordo com o relatório de analistas do JPMorgan, a Petrobras se sustenta em produção de pré-sal, expansão prevista de cerca de 600 mil barris por dia em cinco anos e política de dividendos estável. Recomenda-se sobreponderar as ações.

A Vale também subiu, acompanhando a valorização de matérias‑primas, embora tenha encerrado o dia com alta menor. Pesquisas destacam produção sólida, custos menores e menor incerteza após acordo da Mariana.

O Itaú Unibanco registrou valorização expressiva, atingindo mais de US$ 91 bilhões em capitalização. Analistas apontam que o desempenho vem da rentabilidade do banco, não apenas do setor externo.

A América Móvil manteve posição elevada no ranking, com vantagem de redes 5G, fibra óptica e planos pós‑pagos. A resiliência é atribuída à receita recorrente e a melhorias operacionais.

Mercado Livre e Nu Holdings não perderam valor por deterioração de operações, mas por ajuste de expectativas de rentabilidade futura segundo bancos como Citi. O mercado passou a valorar margens mais importantes que o crescimento.

O movimento também refletiu mudanças no setor de bens de consumo, com Ambev e Walmart do México apresentando variações de desempenho. O Citi aponta virada de margens no setor de cerveja brasileiro como fator positivo.

A rotação não elimina a atratividade de empresas em crescimento, que podem retomar espaço se houver consolidação de margens e melhoria de execução. Analistas ressaltam cautela com ciclos de investimento e crédito no curto prazo.

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