- O Plano Safra 2026/27 será anunciado na terça-feira, 30, com recursos entre R$ 600 bilhões e R$ 650 bilhões, frente R$ 594,4 bilhões da safra atual.
- Setor cobra juros menores e crédito efetivo na ponta, não apenas o tamanho do programa.
- Com Selic em 14,25% e bancos mais seletivos, produtores querem saber se todos terão acesso ao crédito.
- Há cobrança por subvenção real maior, suffisiente para cobrir custos e reduzir a dependência de linhas livres mais caras.
- Demandas incluem crédito agrícola de dígito, subvenção entre R$ 30 bilhões e R$ 35 bilhões e reforço em seguro rural e armazenagem (aproximadamente R$ 15 bilhões por ano).
O Plano Safra 2026/27 será anunciado na terça-feira, 30, com recursos entre 600 bilhões e 650 bilhões de reais, ante 594,4 bilhões na safra atual. O foco do setor é reduzir juros e ampliar crédito na ponta, assegurando acesso para produtores e indústrias. A expectativa envolve subvenção real e suporte a seguro e armazenagem.
Com Selic em 14,25%, bancos mostram maior seletividade e produtores ficam endividados. A Abramilho e entidades ligadas ao setor cobram juros menores e crédito efetivo para a ponta, destacando a necessidade de maior captação de recursos para custeio e aquisição de máquinas.
Para a indústria de máquinas, o patamar de juros é crucial para reativar vendas. A atual linha Moderfrota levou a queda de aquisições: entre 2021 e 2025, as vendas de colheitadeiras caíram de 8 mil para 3,3 mil unidades, com queda projetada para 2026, segundo a Anfavea.
Do lado dos produtores, a reivindicação é por crédito agrícola de juros de um dígito. A Aprosoja Brasil aponta que recursos oficiais cobrem pouco mais de 5% do custeio da soja no país, enquanto linhas livres e barter elevam o custo. A estimativa é de necessidade de 30 a 35 bilhões de reais em subvenção.
Proteção de risco é tema central para o setor. O presidente da Coamo, Airton Galinari, defende a continuidade da subvenção ao seguro rural para evitar medidas emergenciais futuras, que costumam sair mais caras do que o apoio direto.
Mudança de cenário nos bancos rurais preocupa. Levantamento do Sicredi aponta queda de 77% nas agências em cidades com forte presença agrária entre 2015 e 2025, frente à média nacional de -62%. É o oposto do que ocorre no interior agrícola, onde algumas redes atingem expansão.
Sicredi aponta opposite: em municípios com economia ligada ao agro, houve alta de 32% no número de unidades, com avanços significativos nos estados de Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. A instituição atribui o movimento a estratégias de presença regional.
No âmbito da inovação, a Horsh investe 115 milhões de reais para desenvolver máquinas para pequenos produtores. Produção em Curitiba, com automação, conectividade e sensores, visa reduzir insumos em 20% e aumentar a eficiência em 15%.
O financiamento do projeto Horsh virá pelo BNDES, por meio do programa Mais Inovação, alinhado à Nova Indústria Brasil. O presidente do banco, Aloizio Mercadante, afirma que o investimento fortalece a mecanização de pequenos e médios produtores.
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