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Tom hawkish do Fed freia a recuperação de títulos em mercados emergentes

Fed hawkish de Warsh freia recuo de títulos de mercados emergentes, elevando risco e fortalecendo o dólar, enquanto acordo com o Irã alivia pressões do petróleo

Kevin Warsh, novo presidente do Fed, adotou postura favorável a juros mais altos - indicador que preocupa mercados emergentes de títulos
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  • O tom hawkish do presidente do Fed, Kevin Warsh, elevou as rendas do Tesouro dos EUA e freou a recuperação dos títulos de mercados emergentes, mesmo com alívio inicial por causa do acordo de paz entre EUA e Irã.
  • A postura mais restritiva do Fed levou os investidores a ver o banco central americano como o principal risco para a dívida dos países em desenvolvimento, em vez do petróleo.
  • A correlação entre os rendimentos dos títulos dos EUA e dos mercados emergentes aumentou, pressionando as moedas locais e limitando ganhos de dívida em moeda local.
  • Mesmo com o petróleo em queda devido ao acordo com o Irã, o dólar mais forte faz com que bancos centrais emergentes permaneçam cautelosos para sinalizar afrouxamento monetário.
  • Economistas destacam que o impacto depende de a trégua se manter e de o Fed manter a linha hawkish, com alguns gestores sugerindo que fundamentos do país e reformas ainda importam para o desempenho da dívida emergente.

O tom hawkish do Fed, adotado pelo presidente Kevin Warsh na última reunião, freou a recuperação da dívida de mercados emergentes. A mudança de postura ocorreu mesmo com alívio temporário causado pela trégua entre EUA e Irã, que derrubou temporariamente os preços do petróleo.

Analistas de Wall Street destacam que a nova postura elevou as expectativas de juros nos EUA e fortaleceu o dólar. Como consequência, a correlação entre rendimentos do Tesouro e títulos de mercados emergentes ganhou impulso, pressionando a demanda por financiamentos em moeda local.

O resultado é um risco maior para países dependentes de influxos de capital estrangeiro, como Turquia e Colômbia, diz a indústria. A volatilidade também varia conforme a duração da trégua com o Irã e o comportamento do petróleo, segundo estratégistas.

Impacto nos mercados e perspectivas

A deterioração das condições de financiamento nos emergentes surge apesar do alívio inflacionário decorrente do acordo de paz com o Irã. Em geral, títulos locais podem avançar se bancos centrais cortarem juros, mas o peso do dólar restringe ganhos.

O dólar está no caminho do melhor desempenho mensal em cerca de um ano, e os rendimentos de Treasuries de cinco anos permanecem acima de 60 pontos-base em relação ao patamar anterior ao conflito com o Irã.

Riscos e volatilidade

Especialistas indicam que o efeito do Fed depende do motivo da maior austeridade: se houver crescimento robusto, o cenário para a dívida em moeda local pode permanecer estável. De qualquer forma, a volatilidade deve permanecer diante de notícias geopolíticas.

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