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Vale a pena comprar ações na máxima histórica? 15 anos de bolsa

Simulação da Rico aponta que aportes mensais superam investir apenas em momentos de recorde, mesmo com ganhos ao renovar máximas

— Foto: Getty Images
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  • A Rico simulou duas estratégias em até 15 anos: entrar apenas quando índices renovavam máximas versus investir o mesmo valor todo mês, em Ibovespa, IDIV e S&P 500.
  • Em todos os mercados, investir nos recordes superou a renda fixa, mas ficou abaixo dos aportes mensais no longo prazo.
  • Ibovespa: 29 aportes de set/2017 a abr/2026, patrimônio final de R$ 57.817; aportes mensais renderam R$ 63.329.
  • IDIV: 53 aportes de mai/2011 a abr/2026, patrimônio final de R$ 201.825; aportes mensais chegaram a R$ 281.383.
  • S&P 500: aportes em recordes renderam US$ 89.198 (ou US$ 92.937 com aportes mensais); no câmbio, equivalia a R$ 445.955, e os aportes mensais tiveram desempenho superior.

A Rico simulou duas estratégias de aporte em ações ao longo de até 15 anos para comparar resultados. Em uma, o investidor aplicou apenas quando os principais índices renovaram suas máximas; na outra, o mesmo valor foi investido mensalmente, sem tentar prever o melhor momento de entrada. O estudo usa Ibovespa, IDIV e S&P 500 como referência.

Nos três mercados, a estratégia dos aportes em momentos de recorde superou a rentabilidade de investimentos considerados livres de risco. Mesmo assim, a regularidade dos aportes mensais manteve-se superior ao longo do tempo, tornando-se o principal impulsionador do patrimônio final.

Ibovespa mostrou o custo de esperar pelo topo. A primeira compra no ápice ocorreu apenas em set/2017, após mais de seis anos sem novo recorde. Entre set/2017 e abr/2026, a estratégia gerou retorno de 61,6% com 29 aportes. Os aportes mensais renderam 77,0%.

| Ibovespa | Aportes em recordes | Aportes mensais |

| — | — | — |

| Período | Set/2017 a abr/2026 | Set/2017 a abr/2026 |

| Número de aportes | 29 | 104 |

| Total investido | R$ 35.786 | R$ 35.786 |

| Patrimônio final | R$ 57.817 | R$ 63.329 |

| Retorno | 61,6% | 77,0% |

IDIV lidera em rentabilidade. Investir apenas quando o índice renovou máxima resultou em patrimônio de R$ 201.825 para um total de R$ 88.480, com retorno de 128,1% em 15 anos, acima do CDI. Contudo, aportes mensais renderam R$ 281.383, equivalente a 218,0% de retorno, ficando R$ 79,6 mil acima.

| IDIV | Aportes em recordes | Aportes mensais |

| — | — | — |

| Período | Mai/2011 a abr/2026 | Mai/2011 a abr/2026 |

| Número de aportes | 53 | 180 |

| Total investido | R$ 88.480 | R$ 88.480 |

| Patrimônio final | R$ 201.825 | R$ 281.383 |

| Retorno | 128,1% | 218,0% |

S&P 500 mostra a força dos aportes mensais. Considerando a conversão de reais para dólares a cada aplicação, a estratégia de recordes rendeu US$ 89.198, frente a US$ 92.937 com aportes mensais, no período de mar/2013 a abr/2026. Em reais, o patrimônio foi de US$ 445.955, com valorização puxada pela moeda.

| S&P 500 | Aportes em recordes | Aportes mensais |

| — | — | — |

| Período | Mar/2013 a abr/2026 | Mar/2013 a abr/2026 |

| Número de aportes | 88 | 158 |

| Total investido | US$ 33.586* | US$ 33.500* |

| Patrimônio final | US$ 89.198 | US$ 92.937 |

| Retorno | 165,6% | 177,4% |

*Os aportes foram feitos em reais e convertidos para dólares na data de cada aplicação.

O principal aprendizado do estudo é que comprar ações ao renovar recordes não implica, necessariamente, entrar tarde demais. Em todos os índices avaliados, a estratégia de entrar apenas em recordes entregou retornos superiores à renda fixa, mas ficou atrás dos aportes mensais. No Ibovespa, a diferença foi mais marcada, pois o índice ficou mais de seis anos sem novo topo.

Em síntese, o tempo de exposição ao mercado contribui mais para o patrimônio do investidor do que o acerto do momento exato de cada entrada.

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