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BlackRock ajusta rota América Latina aposta principal entre emergentes

BlackRock coloca a América Latina como principal aposta entre emergentes para a segunda metade de 2026, buscando diversificação e menor exposição à IA

Segundo Axel Christensen, estrategista-chefe da BlackRock para a região, mercados latino-americanos cumprem bem o papel de descorrelação no portfólio.
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  • BlackRock reevaluou mercados emergentes para a segunda metade de 2026 e escolheu a América Latina como a região preferida dentro desse universo, buscando maior diversificação global.
  • A principal tese continua sendo a inteligência artificial, mas a gestora busca descorrelação, já que a região apresenta movimentos menos atrelados à IA e ao conflito no Oriente Médio.
  • A decisão veio após rebaixar a recomendação de ações de emergentes de overweight para neutra, citando desempenho recente e concentração em nomes ligados à IA.
  • Como exemplo, destacou a Colômbia, cuja resposta aos ventos internacionais foi moderada, com o peso colombiano e ativos locais influenciados por expectativas eleitorais; a próxima eleição relevante na região é no Brasil, em outubro.
  • No curto prazo, a aposta mais forte está na renda fixa de mercados emergentes, com foco em títulos em moeda local, e em ativos setoriais ligados a IA, eletrificação e cadeias de suprimentos.

A BlackRock revisou sua estratégia para mercados emergentes na segunda metade de 2026 e escolheu a América Latina como a região preferida dentro desse universo. A mudança ocorre após a gestora reduzir a recomendação de ações emergentes de overweight para neutra, diante do rali liderado pela Ásia e do interesse por diversificação.

Segundo Axel Christensen, estrategista-chefe da BlackRock para LatAm, a região oferece menor correlação com IA e menor exposição a conflitos geopolíticos, o que favorece a diversificação global de portfólios. A leitura ressalta fatores idiossincráticos locais como drivers de desempenho.

O relatório aponta que a descorrelação da América Latina é mais relevante num cenário de alta exposição global à IA. Dados citados destacam o peso de empresas ligadas a IA no S&P 500 e o forte papel da Ásia no MSCI EM, reforçando a importância da diversificação regional.

Onde investir na América Latina

A aposta principal fica na renda fixa. A BlackRock mantém a recomendação overweight em dívida emergente, com preferência por títulos em moeda local. Brasil e Colômbia surgem como exemplos de rendimentos reais elevados e espaço para normalização monetária.

Peru e Chile se beneficiam de inflação estável e demanda por metais, enquanto o México apresenta fundamentos estáveis, mesmo com crescimento mais moderado. A recuperação da Argentina também é mencionada como pauta de atenção, com reformas em curso.

No setor de ações, o foco recai sobre commodities e cadeias de suprimentos ligadas a IA, eletrificação e infraestrutura. A casa reforça cautela com alocações regionais amplas, priorizando escolhas por país e ativos específicos.

Perspectiva e próximos passos

Christensen sinaliza que a agenda de juros será crucial para investidores, principalmente por viabilizar projetos de infraestrutura. A BlackRock afirma manter uma postura agnóstica quanto aos resultados eleitorais na região, enfatizando a importância de estratégias granularizadas.

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