- O ministro Márcio Elias Rosa afirmou que o Brasil não vai abandonar a mesa de negociação com os EUA para evitar taxação de produtos brasileiros, com prazo até 15 de julho.
- Ele participou de reunião virtual com a Representação Comercial dos EUA (USTR) e destacou que já houve quatro encontros de alto nível sobre o tema.
- O tom das declarações foi de manter o foco econômico e evitar que questões políticas impactem as negociações comerciais.
- Entre os temas discutidos estiveram cooperação contra crime organizado transnacional, imigração, atração de data centers e proteção de patentes.
- A discussão sobre tarifas decorre de uma investigação da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA; o Brasil contesta as acusações e aponta avanços na fiscalização de desmatamento.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que o Brasil não pode interromper as negociações com os Estados Unidos para evitar tarifas sobre produtos brasileiros. A declaração ocorreu na quinta-feira, em meio a uma reunião virtual com representantes da USTR, órgão americano de comércio.
A fala ocorreu após ele participar, no Rio de Janeiro, do 1º Fórum Econômico da Transformação Ecológica Brasileira, promovido pelo BNDES. A pauta foi definida pela necessidade de manter o diálogo ativo com Washington para não enfrentar tarifas adicionais.
Márcio Elias Rosa destacou o conteúdo de orientações recebidas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ressaltou a importância de manter a mesa de negociação aberta, mesmo diante de pressões políticas internas. O ministro também enfatizou a cooperação bilateral para temas econômicos.
Avanço das negociações
Segundo o ministro, já houve várias reuniões de alto nível sobre o tema, com apoio de áreas técnicas. A reunião desta quinta tratou da aproximação entre as forças de segurança dos dois países, combate ao crime organizado transnacional, lavagem de dinheiro e imigração.
Também foi discutida a atração de data centers e a proteção de patentes. O ministro afirmou que o Brasil já atua em padrões internacionais para esses aspectos e mantém empenho para avançar nesses pontos sem prejudicar a soberania econômica.
Prazo e contexto político
O governo americano sinalizou a possibilidade de taxação com base na Seção 301 da Lei de Comércio. O prazo definido para iniciar cobranças é julho, e há preocupação com o impacto na pauta eleitoral brasileira.
Entretanto, o foco das tratativas permanece em questões técnicas e comerciais, sem discutir temas ideológicos. O objetivo é evitar distorções no comércio bilateral e manter a competitividade de produtos brasileiros no mercado americano.
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