- O CEO da SulAmérica Investimentos, Marcelo Mello, afirma que o Brasil não quebra em 2027; a dívida/PIB deve ficar em 86% em 2027, após 84% em 2026.
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- O próximo governo precisará apresentar medidas sustentáveis já no primeiro ano, incluindo uma nova reforma da Previdência, com desvinculação dos benefícios dos ganhos reais do salário mínimo.
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- A estratégia diante de juros altos e eleições é manter renda fixa de curto prazo; na bolsa, preferência por concessionárias, energia e bancos.
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- A SulAmérica critica a tributação sobre aportes em previdência acima de 600 mil reais ao ano, que incide sobre o aporte e não sobre o ganho, destacando queda de 48% nas captações; recomenda aportes menores para evitar o imposto.
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- A carteira sob gestão está próxima de 98 bilhões de reais, com crescimento impulsionado por renda fixa, crédito privado e infraestrutura.
Marcelo Mello, CEO da SulAmérica Investimentos, apresentou a visão da empresa sobre o cenário fiscal do Brasil para 2027. Em recentes declarações, ele afirmou não haver risco de insolvência do país no próximo ano, apontando que o Brasil fechará 2026 com uma dívida bruta em relação ao PIB de 84% e projeções para 2027 de 86%. O executivo ressalta que, no primeiro ano de um próximo governo, serão necessárias medidas fiscais sustentáveis, incluindo uma possível nova reforma da Previdência, com desvinculação de benefícios do salário mínimo.
A estratégia de investimentos da SulAmérica para o atual contexto vinhado por juros altos e volatilidade eleitoral envolve cautela. Com retorno de capital estrangeiro à bolsa, houve recuo para os Estados Unidos ante o impulso da IA, o que aumenta a cautela diante de incertezas eleitorais no Brasil. A casa financeira mantém posições de renda fixa de curto prazo e aposta em ações de concessionárias, empresas de energia e bancos no portfólio acionário.
Sobre a tributação de aportes em previdência acima de 600 mil reais ao ano, a SulAmérica Expressa visão crítica, argumentando que o imposto incide sobre o valor aportado, não sobre o ganho de capital. O ajuste não representa risco ao setor, que segue sólido mesmo com uma queda de 48% nas captações. A recomendação aos clientes é realizar aportes menores para evitar a tributação.
A carteira sob gestão da SulAmérica alcança aproximadamente 98 bilhões de reais. O crescimento supera a média do setor, sustentado por estratégias em renda fixa, crédito privado e infraestrutura, conforme avaliação interna.
Publicado em VEJA, junho de 2026, edição VEJA Negócios nº 27.
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