- O CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, disse que a profissão de motorista de aplicativo pode ser substituída por veículos autônomos na próxima década.
- Em entrevista ao Wall Street Journal, ele prevê que em quinze a vinte anos o veículo autônomo vai dirigir melhor que qualquer motorista humano.
- Pesquisadores da Universidade da Califórnia analisaram acidentes de veículos autônomos e de motoristas humanos, indicando que carros sem pessoas costumam ser mais seguros, mas batem mais à noite.
- Segundo o executivo, já há uso de veículos autônomos da Waymo em São Francisco e de carros da Tesla em rotas simples em Las Vegas, com o avanço para uma rede híbrida de motoristas humanos e robôs em cerca de dez anos.
- Especialistas divergem: estudo da Universidade de Oxford aponta que a maioria das ocupações pode desaparecer nas próximas duas décadas, enquanto pesquisadores brasileiros defendem que IA criará novas posições e oportunidades, incluindo vagas para liderar projetos de IA.
Dara Khosrowshahi, CEO da Uber, afirmou que a tecnologia de veículos autônomos pode substituir motoristas de aplicativo na próxima década. O executivo disse, em entrevista ao Wall Street Journal, que veículos autônomos devem assumir funções hoje exercidas por humanos conforme o avanço da IA. Segundo ele, o ritmo será gradual, com robôs treinados por dados em escala global, tornando-se cada vez mais eficientes.
Dados de pesquisas ajudam a embasar o tema. Um relatório recente aponta que dirigir para aplicativos foi uma das ocupações mais buscadas no Google em 2024. A Uber informa que, só nos Estados Unidos, mais de sete milhões trabalham como motoristas ou entregadores de aplicativo. A projeção de Khosrowshahi é de que o autônomo tomará parte relevante do serviço nos próximos anos.
Avanços e limitações
Pesquisadores da Universidade da Califórnia analisaram milhares de acidentes envolvendo veículos autônomos e com motoristas humanos. O estudo indica que os carros autônomos costumam adotar melhores medidas de segurança, especialmente em cenários estáveis, mas têm maior probabilidade de acidentes noturnos ou ao amanhecer. A avaliação aponta para progresso, ainda que lento, na substituição.
O executivo cita que o primeiro avanço já ocorreu com veículos autônomos em operação em cidades como São Francisco. A previsão é de que, nos próximos anos, a tecnologia se torne mais comum em trajetos simples, como rotas entre aeroporto e centro urbano, ampliando a presença de máquinas no transporte. A partir de uma década, a perspectiva é de uma rede híbrida com motoristas e robôs.
Perspectivas distintas
Estudos de outras regiões, porém, contestam a velocidade dessa transformação. Pesquisas com base em modelos da Universidade de Oxford indicam que grande parte das ocupações atuais pode desaparecer em cerca de 20 anos, quando se somam empregos informais. Dois especialistas destacam, porém, que a IA também criará novas oportunidades.
Miguel Lannes Fernandes, coordenador de MBA de IA para Negócios, ressalta que profissionais que utilizarem IA tendem a alcançar maior produtividade. Segundo ele, a tendência é o surgimento de novas funções e de vagas ligadas a projetos de IA, com demanda crescente no mercado de trabalho.
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