- A criação de vagas nos Estados Unidos desacelerou em junho, com revisões negativas para os meses anteriores.
- A taxa de desemprego caiu para 4,2%, apontando certa estabilidade no mercado de trabalho.
- Em comparação, o relatório ADP indicou criação de noventa e oito mil vagas no setor privado em junho.
- A especialista ressalta um cenário de “low hire, low fire”, com poucas contratações e poucas demissões, influenciado pela inflação persistente.
- Setores como saúde cresceram, enquanto hotelaria e lazer recuaram, e o PIB recente ficou acima das expectativas, mantendo vigilância sobre a inflação e decisões do Fed.
O payroll dos EUA teve criação de vagas abaixo do esperado em junho, com números que também rebaixaram a leitura do mês anterior. A taxa de desemprego caiu para 4,2%, mantendo sinais de estabilidade no mercado de trabalho.
Analistas ressaltam que o resultado fraco reduz parte da pressão inflacionária, mas não resolve os desafios. A coordenadora de alocação da Avenue, Juliana Benvenuto, alerta que a inflação continua acima da meta do Fed.
O cenário macro segue complexo: o acordo entre EUA e Irã ainda não está consolidado, e há riscos de escalada caso haja novas tensões. A queda recente dos preços do petróleo pode influenciar a inflação cheia, mas a núcleo permanece pressionada.
Impactos e desdobramentos
Segundo Benvenuto, o Fed enfrenta um dilema entre manter a estabilidade de preços e sustentar o pleno emprego. O payroll abaixo do esperado aumenta a vigilância, porém não é indicador de deterioração acentuada.
Ao comparar com o relatório ADP, que indicou 98 mil vagas privadas em junho, a especialista descreve o momento como *low hire, low fire*: poucas contratações e poucas demissões. Parte da queda da desemprego veio da busca por trabalho menor.
O setor de saúde ampliou contratações, enquanto hotelaria e lazer registraram perdas, sinalizando menor dinamismo no consumo. Ainda assim, o PIB recente ficou acima das expectativas, sugerindo resiliência econômica.
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